PAULO SERGIO OLIVEIRA RIBEIRO

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  • Tese
    Essays on empirical corporate finance
    (2020) PAULO SERGIO OLIVEIRA RIBEIRO
    Esta tese apresenta três ensaios sobre finanças corporativas empíricas. Nela, abordo tópicos sobre política de dividendos, mercados internos de capital e restrições financeiras. Cada artigo é discutido em um capítulo respectivo, conforme detalhado a seguir. O primeiro capítulo é dedicado a testar alternativas teorias de agência sobre dividendos após a promulgação da Lei das Sociedades Anônimas, que reforçou os direitos dos acionistas minoritários. Como resultado do fortalecimento dos poderes legais dos acionistas minoritários, as empresas pagam dividendos mais altos? E as empresas maduras pagam dividendos mais altos? Ou, alternativamente, como os dividendos substituem a proteção legal, as empresas reduzem os dividendos quando os mecanismos de proteção minoritária são acionados? E as empresas que emitem ações no futuro se tornam menos obrigadas a sinalizar a remuneração adequada dos acionistas por meio da política de dividendos? O segundo capítulo analisa como empresas, sem restrições financeiras e pertencentes a grupos corporativos, levantam fundos através de mercados externos de capitais para aliviar as restrições financeiras das afiliadas do mesmo grupo corporativo. As empresas que enfrentam problemas de risco moral podem não ter fluxo de caixa ou liquidez suficiente para investir em projetos com valor presente líquido positivo (empresas com restrições financeiras). O mercado interno de capitais pode ajudar a minimizar esse efeito por meio de empréstimos intragrupo e/ou participações acionárias entre empresas de um mesmo conglomerado. Investigamos então como as empresas mais saudáveis de grupos corporativos se financiam para aliviar a restrição financeira das afiliadas. Para isso, empregamos um rico conjunto de 15 anos de dados de todas as empresas de responsabilidade limitada na Suécia. Esperamos contribuir com a literatura com um novo canal para mitigar restrições financeiras; isto é, a internalização do mercado externo de capitais. Nossas descobertas também podem ajudar no debate sobre a regulamentação de empréstimos entre empresas. O terceiro capítulo avalia os efeitos da seleção e monitoramento de crédito dos bancos de desenvolvimento nas decisões de investimento e financiamento das empresas. O estudo emprega uma metodologia que permite inferir o efeito causal dos empréstimos subsidiados sobre os resultados das empresas. Os resultados mostram que, para a primeira questão de pesquisa discutida no Capítulo 1, no mercado de ações brasileiro com baixa proteção legal (anterior a 1977), as empresas que emitem ações no futuro costumavam sinalizar através de dividendos. Após a instalação da Lei das Sociedades Anônimas em 1977, cobrindo investidores externos à gestão e exigindo pagamentos de dividendos, os dividendos perdem suas propriedades de sinalização, mas as empresas maduras não pagam dividendos mais altos, apoiando assim a narrativa substituta de dividendos. Na segunda questão de pesquisa, encontramos uma evidência descritiva da afiliação de grupos de negócios, aliviando as restrições financeiras das afiliadas. Exploramos ainda uma nova variável instrumental para avaliar um efeito causal através do mecanismo intragrupo proposto. Assim que obtêm empréstimos intragrupo, essas firmas afiliadas aumentam seus investimentos, pagam sua dívida externa ou mantêm esses fundos como liquidez adicional. Para o tópico de pesquisa do Capítulo 3, os resultados gerais mostram que o BNDES não melhorou o nível de investimento das empresas. O BNDES pode melhorar a taxa de investimento de uma empresa quando os empréstimos do BNDES representam um montante significativo da alavancagem total da empresa, ou quando o BNDES assume o risco de crédito da empresa devedora.