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  • Relatório de pesquisa
    A História da Educação e as Origens da Desigualdade Regional no Brasil
    (2017) Komatsu, Bruno Kawaoka; NAERCIO AQUINO MENEZES FILHO; Oliveira, Pedro Augusto Costa; Viotti, Leonardo
    Esse artigo busca descrever a trajetória da desigualdade educacional, para entender as origens da desigualdade regional no Brasil. Combinamos diversas fontes de dados históricos do final do século XIX e início do século XX, para construir medidas precisas de estoque de pessoas por escolaridade e o índice de Gini educacional, de 1900 a 2000 para o Brasil e suas regiões. Nossos resultados mostram que a elevada desigualdade educacional do início do século passado não diminuiu até 1920, declinando lentamente entre 1920 e 1950 e mais rapidamente a partir de então. Além disso, nossos resultados mostram que os níveis de desigualdade educacional de cada região brasileira, que eram semelhantes entre si em 1900, tiveram trajetórias diferenciadas, declinando mais rapidamente nas regiões Sul e Sudeste.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    O surgimento da pobreza e desigualdade no Japão contemporâneo
    (2012) Sato, Fabio Tomio
    O objetivo deste trabalho é estudar a pobreza e desigualdade socioeconômica, com enfoque especial no caso do Japão contemporâneo. Dessa maneira, inicia-se o estudo com uma discussão dos principais fatores da pobreza e da desigualdade, salientando a importância do acompanhamento delas para as políticas públicas. Em seguida, o estudo do caso japonês é analisado a partir de sua trajetória histórica e das características específicas do país, de maneira a concluir que o surgimento da pobreza e da desigualdade origina-se, no início da década de 1990, com o estouro da bolha financeira japonesa. Assim, coloca-se as causas e conseqüências desses fenômenos na sociedade japonesa do século XXI. A monografia é finalizada com um debate sobre as políticas governamentais adotadas pelo Estado japonês contra esses problemas sociais.
  • Artigo Científico
    Novas medidas de educação e de desigualdade educacional para a primeira metade do século XX no Brasil
    (2019) Komatsu, Bruno; NAERCIO AQUINO MENEZES FILHO; Oliveira, Pedro Augusto Costa; Viotti, Leonardo Teixeira
    Este artigo descreve a trajetória do nível e da desigualdade educacional no Brasil desde a primeira metade do século XX. Combinamos diversas fontes de dados históricos, tais como os relatórios do Ministério de Negócios do Império, os Anuários Estatísticos do Brasil e os Censos Demográficos para construir novas medidas de escolaridade e calcular índices de Gini educa cional entre 1900 e 2000 para cada região e para o Brasil como um todo. Nossos resultados mostram que entre 1900 e 1930, a proporção de pessoas com ensino primário completo na população permaneceu em torno de 5%, ao passo que a parcela com ensino secundário completo esteve sempre abaixo de 1% e que somente 0,3% tinham ensino superior completo. Assim, a desigualdade educacional permaneceu constante até 1920, declinou lentamente entre 1920 e 1950 e mais rapidamente somente a partir de então.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Níveis institucionais e desenvolvimento econômico: uma análise sobre instituições de movimentação de rápida e lenta
    (2020) Mercadante, João Marcos Pacífico
    O que faz um país como Burundi ter um Produto Interno Bruto per capita 185 vezes menor que o dos Estados Unidos? O ambiente institucional tem sido constantemente apontado como um dos fatores determinantes no desenvolvimento econômico de países. No entanto, para analisá-lo é necessário destrinchar a enorme quantidade de inter-relações entre as instituições, assim como os fatores externos que podem afetar a evolução de uma estrutura institucional específica. Este trabalho focará na separação entre instituições de movimentação rápida e lenta, conceito apresentado por Roland (2004) visando isolar impactos que instituições rápidas como, por exemplo, sistemas políticos, têm no desenvolvimento econômico quando controlado por instituições lentas que o englobam, como a cultura, as normas ou os costumes. Para isso, é possível utilizar uma aproximação para instituições lentas baseada na Taxa de Mortalidade de Colonizadores, apresentada por Acemoglu et al (2001), devido à hipótese de que colônias com maiores taxas de mortalidade conceberam instituições extrativas e, com isso, construíram uma sociedade desigual, permeada por normas e culturas embasadas em segregação e exploração. Assim, esse estudo confirmou a necessidade da utilização de variáveis que representem instituições lentas para analisar um choque nas instituições de movimentação rápida, de forma a modelar e entender a trajetória econômica de uma nação.
  • Dissertação
    Desigualdade no Acesso à Alimentação Saudável nos Distritos e Favelas da Cidade de São Paulo
    (2022) Piovan, Thiago Teixeira de Castro
    Esta dissertação investiga o ambiente alimentar dos distritos e favelas da cidade de São Paulo em termos de desigualdade de acesso a estabelecimentos alimentares, considerando diferentes categorias de oferta de alimentos. Para tanto, calcula-se as densidades de estabelecimentos alimentares por 1000 habitantes em cada distrito e no agregado de todas as favelas do município por meio de Sistema de Informação Geográfica. Dessa forma, avalia-se a relação entre a disponibilidade do distrito com maior e menor valor, resultando no fator de desigualdade alimentar. Além disso, também é conduzida uma análise de regressão linear múltipla para investigar a relação entre taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório e proporção de estabelecimentos de alimentos saudáveis sobre estabelecimentos de alimentos ultraprocessados. Os resultados revelaram que há uma elevada desigualdade entre os distritos (10,7 vezes), assim como, da cidade com as favelas (4,6 vezes). As características comuns entre os distritos quanto à disponibilidade de estabelecimentos alimentares são discutidas. Também, através da análise de cluster, dividiram-se os distritos em três grupos classificados conforme a densidade de estabelecimentos alimentares (alta, média ou baixa). Já a regressão mostrou que um aumento de um desvio-padrão na relação de estabelecimentos de alimentos saudáveis sobre estabelecimentos de alimentos ultraprocessados reduz em 9 a 18 mortes por 100 mil habitantes. Dessa forma, este estudo contribui para formulação de políticas públicas que visam mitigar a desigualdade do acesso à alimentação saudável.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    A relação entre a educação e a desigualdade dos países
    (2008) Camargo, Pedro Cavalcanti de
    Esta monografia procura analisar o impacto da educação sobre a desigualdade de renda de diversos países. Utilizando os dados obtidos relativos à educação e a desigualdade de 39 países nos anos de 1970, 1980, 1990 e 2000, utilizou-se modelos econométricos de painel para observar o impacto da educação sobre o índice Gini. Os resultados alcançados sugerem que melhorias educacionais tendem a reduzir a concentração de renda.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    A relação entre a desigualdade e o crescimento no Brasil
    (2015) Rothschild, Thomas
    O debate entre a desigualdade e o crescimento econômico é extenso e persiste há vários anos. O primeiro trabalho relevante que investigou a relação entre desigualdade e crescimento foi Simon Kuznets (1955). Diversos economistas estudaram tanto o efeito do crescimento na desigualdade quanto o efeito da desigualdade no crescimento. Essa monografia focará seus esforços em procurar definir os efeitos de uma maior desigualdade de renda no crescimento dos estados brasileiros. Para testar essa causalidade é utilizada a base de dados da PNAD de 1992 até 2012 para estimar modelos econométricos com dados em painel. Os resultados mostram que uma maior desigualdade afeta negativamente o crescimento da renda.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Relação entre representatividade feminina em cargos de gestão e performance econômico-financeira: uma análise no setor de Transportes no Brasil
    (2021) Gabriele Martins Costa de Souza
    O trabalho conduzido busca analisar a relação entre representatividade feminina em altos cargos de gestão e a performance econômico-financeira de empresas do setor de transportes do Brasil. Para tal fora selecionadas as empresas: Unidas, Movida, Localiza, Azul e Gol. Dados de 2019 oriundos das demonstrações financeiras das empresas foram colados na plataforma Bloomberg e analisados através de indicadores financeiros, assim como o percentual feminino no board (Diretoria Executiva e Conselho Administrativo), coletado também no “Relacionamento com Investidores” das empresas. O resultado da análise demonstra que as empresas do setor de Transportes no Brasil que possuem maior representatividade feminina em altos cargos de gestão possuem melhores indicadores econômico-financeiros- indícios de uma gestão eficiente.
  • Artigo Científico
    O que explica o desempenho do Brasil no PISA 2015?
    (2020) Di Pietra, Giovanni Avila Cardoso; Sassaki, Alex Hayato; Komatsu, Bruno Kawaoka; NAERCIO AQUINO MENEZES FILHO
    Este artigo procura explicar o fraco desempenho dos alunos brasileiros no PISA 2015 explorando o fato de que nesse ano as provas foram feitas em computadores. Mostramos que os brasileiros apresentam um forte declínio de desempenho ao longo da prova e propomos uma nova medida desse decaimento usando a descontinuidade de acertos antes e depois do intervalo que existe durante a aplicação da prova. Mostramos que esse decaimento ocorre porque os alunos brasileiros gastam muito tempo nas questões iniciais e não alcançam as últimas questões em cada bloco. Apesar do desempenho ruim nesse indicador não cognitivo, o fraco desempenho brasileiro é explicado essencialmente pela dificuldade nas questões iniciais, salientando uma desvantagem nas habilidades cognitivas e/ou na experiência em fazer esse tipo de prova em computador com relação aos alunos dos outros países.
  • Artigo Científico
    Revisitando a mobilidade intergeracional de educação no Brasil
    (2019) Mahlmeister. Rodrigo; Ferreira, Sergio Guimarães; Veloso, Fernando; NAERCIO AQUINO MENEZES FILHO; Komatsu, Bruno Kawaoka
    Neste artigo apresentamos evidências recentes acerca da mobilidade intergeracional de educação no Brasil. Verificamos que o grau de persistência educacional se reduziu substancialmente desde os anos 1990, para todas as regiões, raças e situações de domicílio. Isso se explica pelo aumento da escolaridade de filhos dos pais pouco escolarizados e pela estabilização da escolaridade dos filhos de pais mais escolarizados em 11 anos de estudo. Apesar disso, a mobilidade ainda é menor para os filhos de pais menos escolarizados. Por último, atestamos um aumento da mobilidade educacional nas gerações mais jovens.