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  • Dissertação
    Fatores determinantes para o volume de emissão de green bonds nos países
    (2020) Baldo, Isabela Spolidoro Marques
    A emissão de green bonds tem sido um instrumento cada vez mais utilizado para investidores, empresas privadas e órgãos governamentais financiarem iniciativas verdes para o cumprimento dos compromissos firmados no Acordo de Paris. A literatura encontrada teve como foco principal estudar as características econômicas e financeiras que envolvem a emissão de títulos verdes. O objetivo deste estudo é entender quais são os fatores determinantes para o volume de emissão de green bonds nos países, levando em considerações outras variáveis, como macroeconômicas e culturais. O estudo adotou a metodologia de dados em painel e contou com uma base de dados fornecida pela Climate Bonds Initiative, que contém todas as emissões de green bonds desde 2010 até 2018. Foram elencados alguns possíveis determinantes da emissão de títulos verdes, sendo eles desenvolvimento do mercado de capitais, montante de emissão de dióxido de carbono, consumo de energia renovável e, por fim, a percepção da importância de conservação do meio ambiente conjuntamente ao crescimento econômico dos países. Ao final, foi constatado que o consumo de energia renovável se mostrou estatisticamente significativo, influenciando positivamente o montante total de emissões de green bonds.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Mapeamento do mercado de Private Equity e Venture Capital de investidores de impacto: como os players medem o impacto de seus investimentos em diferentes setores e regiões da América latina?
    (2017) Campolungo, Henrique Rodrigues
    Impact Investing ou Investimento de Impacto pode ser definido segundo JP Morgan & Global Impact Investing Network (2015) como investimentos em empresas, instituições e fundos que possuem a intenção de causar impacto social positivo, além de obter um retorno financeiro. O mercado de Investimentos de Impacto ainda é muito pequeno em relação a outros, possuindo US$ 60 bilhões em ativos sobre gestão, com um crescimento de 17% em relação ao último ano, podendo atingir um crescimento potencial de US$ 2 trilhões em 10 anos. De acordo com o EVPA (2015) a falta de medidas de benchmarking, a ausência de padrões em termos de provas necessárias, e a falta de dados sobre o impacto dos fundos em suas investidas, estão entre as dúvidas mais apresentadas. Com isso, o estudo visa explorar e compreender quem são os principais investidores de impacto, onde eles investem e como eles avaliam o impacto. Isso nos permite avaliar duas das principais lacunas no investimento de impacto: avaliação do impacto (medida do impacto social e ambiental) e a influência dos investidores sobre as empresas investidas. O resultado do estudo é um mapeamento do Brasil e alguns países da América Latina. Aqui, vamos considerar as medidas mais reconhecidas para medir impacto: IRIS, GIIRS, SROI e métricas personalizadas para complementrariedade do estudo. Como resultado desse estudo, foi encontrado que a maioria dos investidores são caracterizados como Venture Capitals e Private Equitys, representando mais da metade dos players e que os investidores buscam desenvolver novos produtos/serviços para o mercado. Com isso, existe um grande mercado potencial para VC/PE e incubadoras que possuem o papel de fomentar os negócios focados em gerar um benefício socioambiental para a comunidade. Além disso, foi encontrando que os setores com maior participação de investimentos são: saúde, educação, tecnologia, serviços financeiros, habitação, respectivamente. Através desse estudo, percebe-se que a etapa de mensuração de impacto ainda tem um grande caminho para percorrer, e que os participantes do ecossistema de investimento de impacto compreendem a importância dessa etapa para a disseminação e entendimento do assunto por parte de todos. Ou seja, através dessa pesquisa primária fica evidenciado que esse mercado ainda é incipiente na América Latina. Pensando sobre o futuro deste setor, entende-se que o ponto mais crítico é a falta de um caso de sucesso no mercado nacional. Outro desafio constatado pelos investidores foi uma maior interação e contribuição entre todos os stakeholders do ecossistema de investimento de impacto. Além disso, a padronização de ferramentas de mensuração de impacto, maiores dados, e a criação de benchmarks para o tema irá possibilitar o fomento do tema de Investimentos de Impacto na América Latina.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Impact bonds como instrumento de financiamento de projetos sociais
    (2015) Pereira, Thales Caramella
    Este trabalho tem o objetivo de desenvolver uma análise do uso de Social Impact Bonds e Development Impact Bonds como instrumentos de financiamento de projetos sociais. Por meio do levantamento das características contratuais dos títulos emitidos até 2015, os contratos serão investigados após discriminação de seus países de emissão, objetivos, métricas associadas, investidores e problemas abordados. Ainda, serão avaliados resultados parciais dos contratos em curso, a fim de avaliar o funcionamento do instrumento aqui abordado. A finalidade dessa compilação e posterior análise é aumentar a exposição dos métodos e resultados dos SIB para que a prática seja mais difundida na literatura e que o financiamento de projetos dessa modalidade se torne mais popular.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    A macrotransição do século XXI: o ASG como um reflexo da ascensão na consciência humana
    (2021) Silva, Arthur Fonseca Graziano da
    As principais discussões dentre as muitas áreas de estudo do século XXI estão em torno da maneira como nós, seres humanos, estamos nos relacionando com o nosso planeta e seus sistemas vivos. Dentro da academia econômica não é diferente, muitos debates ocorrem acerca da insustentabilidade de nossos sistemas econômico, financeiro e da maneira como operam atualmente, visto que se baseiam na exploração de recursos naturais finitos para um crescimento que, até então, não tinha finitude. Como desenhado pela primeira vez por René Passet, em L’économique et le vivant (1979), a esfera econômica humana está embutida dentro de uma esfera social do nosso ser, que, por sua vez, é inscrita à esfera biosférica. Tomando isto como base, fica claro que a realidade óbvia é a da existência, em ordem cronológica, da natureza, seguida da sociedade humana e, por fim, de sua economia. O trabalho a seguir busca relacionar o conteúdo exposto previamente com as ações que estão sendo tomadas dentro das principais instituições financeiras no Brasil, a fim de se adequarem a esta nova realidade onde a natureza, a sociedade e a economia estarão em simbiose. A metodologia a ser utilizada parte de uma coleta de dados primários com as principais corporações do mercado financeiro nacional, as quais direcionam as tendências do mesmo. Iremos debater as características e ações efetivas que são relevantes na mudança gradual do sistema ao encontro de uma maneira organizacional sustentável que respeite e considere todos os sistemas vivos do planeta. Assim como a relação destas ações com a nova gama de valores e formas de pensar do ser humano do século XXI e sua sociedade. O objetivo do trabalho é deixar palpável quais ações estão em vigor dentro deste momento de transição da economia, de onde emergiram, sua eficiência e aplicabilidade nas grandes instituições. Além de entender qual o rumo a ser seguido pelo nosso sistema econômico e financeiro, quais os caminhos que nos proporcionarão um aumento contínuo do bem-estar em nossas sociedades e, simultaneamente, respeitarão o meio ambiente como sendo algo antecessor e circunscrito à economia.