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  • Dissertação
    Avaliação de betas por fundamentos uma análise de empresas do setor elétrico na América Latina
    (2008) Violaro, Rodrigo Otávio
    É necessário estimar um custo de capital que efetivamente reflita o risco intrínseco do negócio. A metodologia mais utilizada para se estimar custo de capital próprio utiliza médias de betas de ações negociadas no mercado. Entretanto, uma grande quantidade de empresas do setor elétrico atua em mais de um segmento: geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica, e o percentual que cada segmento representa na atividade difere significativamente de uma para outra. Este trabalho procura calcular o beta de ações de empresas do setor elétrico na América Latina através dos fundamentos da empresa ou projeto em questão. A metodologia utilizada neste trabalho é uma regressão com pooling de série de tempo e cross-section, sendo a variável independente os betas estimados para as empresas do setor elétrico da América Latina e as variáveis explicativas os fundamentos econômicos e financeiros. Os resultados indicam que alavancagem financeira, alavancagem operacional, tamanho, segmento de atuação e país de origem exercem influência na percepção de risco do acionista com reflexos no custo de capital próprio, conforme esperado pela literatura existente.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Compliance e a sua indispensabilidade para as empresas no Brasil de hoje
    (2017) Brandi, Guilherme Touriño
    Tendo em vista o cenário do Brasil de hoje, com a ebulição da “Operação Lava-Jato”, tornando públicos inúmeros crimes praticados por políticos e empresas antes sólidas e renomadas no mercado, o que veio a gerar um total descrédito na política, bem como na transparência e na lisura das instituições de nosso país, este trabalho visa apontar a importância de um programa de compliance para uma empresa se manter sólida, transparente, e com seu valor agregado ileso frente à falência moral e ética do governo e das demais instituições brasileiras. Apresentamos, assim, a definição e história da evolução do instituto da governança corporativa até o momento de crise atual no Brasil. Dado o cenário de insegurança política, jurídica, econômica e social que vivemos no país, identificamos a instabilidade e insegurança que afetam as empresas brasileiras e, ao buscarmos soluções para que uma empresa sobreviva à crise e afaste qualquer dúvida sobre sua integridade, conformidade e transparência, chegamos à conclusão de que implementação de um bom programa de compliance é a única solução. Dessa forma, este trabalho esclarece a definição e principais características de um programa de compliance, desde a mudança de cultura e o árduo trabalho para a implementação até a colheita dos frutos, ou melhor, dos benefícios dos quais uma empresa que possui um sólido programa de compliance passa a gozar. Por fim, dado o momento do Brasil de hoje e as características de um programa de compliance, podemos perceber que não se trata de uma alternativa, mas sim do único caminho, o caminho certo a ser seguido pelas empresas brasileiras.
  • Dissertação
    Cópulas - uma alternativa para estimação de modelos de risco multivariados
    (2006) Pereira, Denis Eduardo
    Dentre os principais desafios enfrentados no cálculo de medidas de risco de portfólios está em como agregar riscos. Esta agregação deve ser feita de tal sorte que possa de alguma forma identificar o efeito da diversificação do risco existente em uma operação ou em um portfolio. Desta forma, muito tem se feito para identificar a melhor forma para se chegar a esta definição, alguns modelos como o Valor em Risco (VaR) paramétrico assumem que a distribuição marginal de cada variável integrante do portfólio seguem a mesma distribuição, sendo esta uma distribuição normal, preocupando-se apenas em modelar corretamente a volatilidade e a matriz de correlação. Modelos como o VaR histórico assume a distribuição real da variável e não se preocupam com o formato da distribuição resultante multivariada. Assim sendo, a teoria de Cópulas mostra-se uma grande alternativa, à medida que esta teoria permite a criação de distribuições multivariadas sem a necessidade de se supor qualquer tipo de restrição às distribuições marginais e muito menos às multivariadas. Neste trabalho iremos abordar a utilização desta metodologia em confronto com as demais metodologias de cálculo de Risco, a saber: VaR multivariados paramétricos - VEC, Diagonal,BEKK, EWMA, CCC e DCC- e VaR histórico para um portfolio resultante de posições idênticas em quatro fatores de risco – Pre252, Cupo252, Índice Bovespa e Índice Dow Jones.
  • Dissertação
    Requerimento de capital mais elevado : uma avaliação de seu impacto na economia e no risco das instituições financeiras
    (2014) Bandeira, Rafael Pinhate
    Requerimento mínimo de capital é uma ferramenta central da regulação bancária e tem sido objeto recorrente de debates desde a última crise financeira. Por um lado, economistas defendem que o requerimento de capital próprio deveria ser elevado em níveis muito acima dos atuais propostos no Acordo de Basileia III. Em contrapartida, instituições financeiras argumentam que tal medida afetaria a economia, através do encarecimento do custo de crédito ou da redução de sua oferta, que também exerceria pressão sobre seu preço. Este trabalho contribui para o debate de requisito mínimo de capital de duas maneiras. Primeiramente, são investigadas as consequências no custo de crédito do aumento do requerimento de capital no nível do empréstimo, através da análise de medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central do Brasil entre 2010 e 2011, que aumentaram a exigência capital de algumas operações de concessão de crédito à pessoa física por um período determinado. Como resultado, há evidências estatísticas de que as taxas de juros de crédito das operações afetadas pelas medidas tenham aumentado junto com o maior nível de capital requerido dessas operações. Não se sabe o que ocorreria com a taxa média se o requerimento fosse aumentado uniformemente. Por outro lado, a teoria prediz que, no nível agregado do banco, o aumento da proporção de capital próprio no mix de capital reduziria o custo de dívidas e o custo de equity, deixando o custo de capital médio ponderado inalterado, apesar do aumento da proporção do capital mais caro. Em um segundo momento, para avaliar este argumento, analisou-se a relação entre alavancagem e o risco de detentores de dívidas, mensurado através do yield implícito nos preços dos títulos emitidos por instituições financeiras brasileiras, e a relação entre alavancagem e o risco de acionistas, mensurado através do beta alavancado das ações dos maiores bancos no Brasil. Conclui-se que quanto maior for a participação de capital próprio no mix de capital, ou seja, quanto menor for a alavancagem, menor será o retorno requerido por acionistas e detentores de dívidas e este efeito poderia tender a neutralizar o deslocamento de financiamento via dívidas para financiamento via capital próprio, ou seja, de um instrumento com menor retorno requerido para um outro com maior retorno requerido.
  • Dissertação
    Diversificação e relação risco retorno de portfólios de investimentos em Private Equity no Brasil
    (2017) Leal, Fernando Guerra
    Este artigo teve por objetivo pesquisar os impactos da diversificação na relação risco retorno dos investimentos em fundos de Private Equity (PE) no Brasil. Para tanto, foi utilizada a base de dados denominada Spectra-Insper, que agrega dados de 153 negócios realizados por fundos de PE no Brasil, entre 1995 e 2011. As análises foram baseadas em simulações de Monte Carlo, construindo portfólios teóricos de investidores que: (i) diversificaram (alocaram os recursos em 5 fundos) e não diversificaram (alocaram os recursos em 1 fundo); (ii) diversificaram por safra (alocaram os recursos em fundos constituídos em 5 diferentes anos) e não diversificaram por safra (alocaram os recursos em fundos de 1 único ano). Analisando as distribuições dos retornos das simulações, podem-se observar claros benefícios da diversificação, principalmente por reduzir o risco dos portfólios diversificados. O investidor que diversificou por número de fundos obteve índice de retorno ajustado ao risco 32% maior do que o investidor que não diversificou. Os resultados foram ainda melhores para os investidores que diversificaram por safra, os quais obtiveram índice de retorno ajustado ao risco 28% maior do que os investidores que não diversificaram por safra. Conclui-se, portanto, que a diversificação tem impacto positivo para os investidores de PE, reduzindo o risco e aumentando a relação entre o risco e o retorno.
  • Dissertação
    Desempenho de fundos de ações brasileiros e variação do risco das carteiras
    (2012) Martinez, Raphael Magni
    O objetivo desse estudo é testar a alteração do risco das carteiras de fundos de ações brasileiros nos últimos meses do ano, conforme o desempenho dessas em períodos anteriores. Para tanto, utilizam-se dados de 1436 fundos de ações geridos no Brasil entre janeiro de 1997 e dezembro de 2011, cuja análise preliminar da relação entre o desempenho do fundo e a captação é feita para reforçar o argumento de que há incentivo à tomada de risco por parte dos gestores. Os resultados mostram que os fundos com melhor desempenho captam mais que outros no ano subsequente, e os fundos de pior desempenho têm poucos resgates. Mas, o principal resultado é mostrar, assim como Brown, Harlow e Starks (1996), que fundos com pior desempenho aumentam o risco da carteira no fim do ano, a fim de melhorar a sua rentabilidade, e os fundos de desempenho superior nos primeiros meses do ano reduzem sua exposição ao risco no fim do ano, para preservar os ganhos. Esse resultado, da alteração do risco nas carteiras, é devido primeiro à estrutura de remuneração dos gestores, que é baseada no desempenho e no aumento do patrimônio sob sua gestão, depois pela relação assimétrica entre o desempenho do fundo e o fluxo de captação e, por fim, pela dificuldade em avaliar fundos de investimentos por parte dos investidores.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Modelos de tomada de decisão para situações de incerteza
    (2017) Alexandre, Henrique Leone
    Este trabalho apresenta as fundamentações de incerteza em situações de tomada de decisão e, com isso, apresenta os principais modelos econômicos para análise desse processo em diferentes cenários. Os modelos apresentados serão de von Neumann-Morgenstern (1944), Savage (1954), Anscombe-Aumann (1963), Schmeidler (1989) e Gilboa-Schmeidler (1989). A partir disso, discute seus resultados, limitações e como proporcionam o escopo de diversas aplicações econômicas na literatura atual.
  • Dissertação
    Avaliação de betas por fundamentos: Uma análise de bancos no Brasil
    (2009) Silva, Cristiano Fernandes Da
    O cálculo do custo de capital próprio, de acordo com o CAPM de Sharpe, Lintner e Mossin, depende do beta da ação da empresa analisada. Porém, uma parte relevante de bancos brasileiros não é listada em bolsa de valores. Dessa forma, este trabalho tem o objetivo de propor e testar uma metodologia de cálculo de betas com base em fundamentos específicos aos bancos. O modelo baseado em fundamentos contábeis de bancos indicou que somente duas variáveis são relevantes para estimar betas de bancos no Brasil: (1) proporção de carteira de crédito imobiliário sobre o total de ativos; (2) variável dummy que segrega bancos públicos de privados. A aplicação do modelo de estimação de betas em uma amostra de validação se mostrou mais eficiente que a utilização de um beta nulo ou unitário. Porém, o modelo se mostrou menos eficiente que a utilização da média de betas de bancos pares ou a manutenção do último valor histórico auferido.
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    Prudência sob risco e ambiguidade
    (2017) Navarro, Lucas de Oliveira
    Nesse trabalho foi realizado uma revisão de literatura sobre a teoria de decisão, no qual teve como foco analisar os conceitos de aversão e prudência, tanto na ótica de risco quanto na ótica de incerteza. Para que essa análise fosse possível, foi necessário estudar alguns modelos como o von Neumann-Morgenstern (1944), Savage (1954), paradoxo de Ellsberg (1961) e Anscombe-Aumann (1963)). A partir desses modelos, foi introduzido os conceitos de aversão ao risco de Pratt (1964) e Arrow (1971), prudência de Kimball (1990) e aversão sob ambiguidade e prudência sob ambiguidade de Baillon (2017). Após a apresentação dos conceitos foi feito uma análise, a partir do modelo de Gilboa-Schmeidler (1989), para observar o comportamento dos agentes prudentes ao risco exposto à ambiguidade. E para contribuir com a discussão teórica apresentada, foi apresentado os resultados obtidos no experimento realizado por Baillon, Schlesinger & Kuilen (2017), no qual trouxe resultados distintos à teoria.
  • Dissertação
    Mudando o Ibovespa – uma análise da nova metodologia
    (2015) Maziero, Gustavo Vechiato
    O presente trabalho analisa a mudança da metodologia do Ibovespa, avaliando a qualidade do novo índice e investigando os impactos da alteração na estimação do risco sistemático (beta) das principais ações do índice. Em janeiro de 2014, após 46 anos utilizando a mesma metodologia, o Ibovespa sofreu importantes alterações nos critérios de seleção e ponderação dos ativos de sua carteira teórica. Utilizando dados de 2003 a 2013, a nova metodologia foi replicada retroativamente e depois comparada com a série antiga do Ibovespa. Observou-se que, em algumas amostras, enquanto as médias de retornos permaneceram estatisticamente iguais, as variâncias estatisticamente diminuíram, indicando que o novo índice poderia ter maior qualidade, pois produz, com a mesma unidade de retorno, menor volatilidade. Observou-se também que os betas das 5 principais empresas do Ibovespa aumentam quando analisados contra o novo Ibovespa, indicando que o fator de risco sistemático, com a metodologia antiga, poderia ser subestimado.