O INSPER E ESTE REPOSITÓRIO NÃO DETÊM OS DIREITOS DE USO E REPRODUÇÃO DOS CONTEÚDOS AQUI REGISTRADOS. É RESPONSABILIDADE DO USUÁRIO VERIFICAR OS USOS PERMITIDOS NA FONTE ORIGINAL, RESPEITANDO-SE OS DIREITOS DE AUTOR OU EDITORCHARLES KIRSCHBAUM2023-07-252023-07-252012https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/5937O Neo-Institucionalismo Sociológico e a teoria de Bourdieu vêm sendo colocadas como antípodas nas análises de vários pesquisadores em Estudos Organizacionais no Brasil. Embora esses estudos vêm iluminando aspectos importantes de diálogo e dissociação entre esses corpos teóricos, algumas posições em processo de consagração merecem revisão. Esse artigo reabre essa discussão em diálogo direto com Misoczky (2003). A análise salienta conceitos que são importantes tanto para Bourdieu quanto para neo-institucionalistas: por exemplo, a dimensão simbólico-cognitiva e o conceito de legitimidade (ainda que tratadas de formas diversas). Aspectos como reprodução social e homogeneidade são revisitados em ambas as teorias: em Bourdieu há um grau de reprodução social maior do que admitido por Misoczky, enquanto a dimensão de mudança nos institucionalistas não ganha a devida atenção. O artigo segue com diversas sugestões de contribuições cruzadas: a noção de poder e interesse de Bourdieu vem sendo articulada por neo-institucionalistas, enquanto as noções de tradução, analogia e multi-vocalidade, operacionalizadas pelos neo-institucionalistas, podem contribuir com o projeto de Bourdieu. Em conclusão, evoca-se as vantagens de resistir ao paroquialismo teórico.17 p.DigitalPortuguêsBourdieu e Institucionalistas: jogo de luzes e sombrasworking paperBEWP 157/2012