O INSPER E ESTE REPOSITÓRIO NÃO DETÊM OS DIREITOS DE USO E REPRODUÇÃO DOS CONTEÚDOS AQUI REGISTRADOS. É RESPONSABILIDADE DO USUÁRIO VERIFICAR OS USOS PERMITIDOS NA FONTE ORIGINAL, RESPEITANDO-SE OS DIREITOS DE AUTOR OU EDITOR.CHARLES KIRSCHBAUMAlvim, Bruno Canongia BaetaStrehlau, Suzane2022-10-082022-10-08201314132311https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/4176Um grande problema da indústria fonográfica é lidar com os consumidores que fazem download de músicas pela internet de modo considerado ilegal sem pagar direitos autorais. O objetivo deste artigo é explorar quais fatores levariam ao consumidor universitário a aumentar a legalidade dos seus downloads de música. Descarregar música da internet sem pagar direitos autorais é considerado um desrespeito à propriedade intelectual, fora do léxico jurídico a denominação usual para este tipo de ato é pirataria ou falsificação. Diversos artigos na literatura acadêmica tentam compreender melhor este consumidor (TOM et al, 1998; MATOS; ITUASSU, 2005; BAZANINI et al, 2006; COSTA; SANT’ANNA, 2008) todavia nenhum teve como objetivo pesquisar diretamente aspectos mercadológicos que poderiam ser melhorados pelas empresas gravadoras de músicas de modo a transformar o cliente de pirata em cliente “legal”. A abordagem deste trabalho acrescenta a experiência na internet com websites relacionados a usabilidade e marketing mix desenvolvida por Constantinides e Geurts (2005). A pesquisa tem caráter exploratório quantitativo e foi conduzida com estudantes em uma faculdade com alunos de alto poder aquisitivo. As questões foram elaboradas baseadas nos questionários de Constantinides e Geurts (2005) e Chiang e Chiang (2004) e adaptadas para o contexto brasileiro. A medida das atitudes e opiniões seguiu a abordagem monádica com uma escala de notação baseada na atração e repelência de um a sete pontos. (Évrard, Pras, & Roux, 2000, p. 256). Um modelo econométrico do tipo Probit utilizando E-Views 5 foi proposto com base nos 143 questionários preenchidos. A maior parte do consumo de música da amostra se realiza de modo ilegal e 39,86 % não admitem aumentar o consumo de downloads legais. O modelo Probit propôe que as respostas às características: Legalidade, Distribuição Inclusiva e Popularidade apresentam uma relação positiva, ou seja, quanto maior o valor dessas variáveis, maior a probabilidade que o universitário aumente o seu consumo de legal de música. Já as características Singularidade da Mercadoria - Venda de produtos musicais de mercados pequenos e especializados (música alternativa, ópera taiwanesa, etc.), Estabilidade do Sistema Operacional e Comunicação e Transmissão de Mensagens apresentam uma relação negativa, ou seja, quanto maior o valor dessas variáveis, menor a probabilidade do respondente modificar seu consumo de “piratas”. Assim sendo, existe uma relação negativa entre considerar essas características importantes e considerar a possibilidade de aumentar os downloads legais de música.p. 330-350DigitalPortuguêsPropriedade intelectualPiratariaIndústria fonográficacomportamento do consumidorDownloads legais versus ilegais: como aumentar a legalidade no consumo de música?journal articleIntellectual propertyPiracyPhonographic industryDownloadConsumer Behavior275