Navegando por Palavra-chave "accountability"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por Página
- Opções de Ordenação
Working Paper Guarding the Guardians: An Analysis of Investigations against Police(2010) SANDRO CABRAL; SERGIO GIOVANETTI LAZZARINIInternal affairs divisions are organizations crafted to monitor the behavior of police officers. However, like many other public bureaucracies, the police is plagued with the “who guards the guardians” dilemma, which is a typical organizational design problem that occurs when the agents to be monitored are appointed as monitors. Consequently, there are reasons to believe that investigations will be inherently biased towards of certain police officers and certain types of deviations. In this paper we examine reasons why some complaints against police officers are sustained or not and if these complaints foster or not consequential sanctions. We employ a distinct dataset containing detailed information on investigation processes against police officers performed by the internal affairs division of a police organization in Brazil. We find that while certain organizational procedures adopted by the internal affairs division increase the speed in which the investigation is concluded, certain officer-specific characteristics (such as the status and tenure of the officer) and the nature of the accusation significantly affect the final verdict, thus suggesting potential bias in the overall process.Artigo Científico MINISTÉRIO PÚBLICO, AUTONOMIA FUNCIONAL E DISCRICIONARIEDADE: ampla atuação em políticas públicas, baixa accountability(2020) NATALIA PIRES DE VASCONCELOS; Oliveira, Vanessa Elias de; Lotta, GabrielaA literatura nacional já avançou no reconhe¬cimento dos atores do sistema de justiça como atores com poder de veto e de inter¬ferência no policy making (Taylor, 2008), por meio de suas decisões, sejam elas judiciais ou extrajudiciais. Os estudos sobre estes ato¬res, contudo, concentra-se especialmente na atuação de juízes, sendo ainda escassos trabalhos voltados para outros membros do sistema de justiça. O presente trabalho visa lançar luz sobre a atuação de promotores do Ministério Público, cuja autonomia e dis¬cricionariedade é fator essencial na seleção e condução de casos concretos. Assumindo o pressuposto de que o principal poder dis¬cricionário de um promotor de justiça diz respeito à possibilidade de não investigar ou processar, isto é, não dar encaminhamento a alguns casos que lhe chegam ao conheci¬mento, este trabalho é um primeiro esforço de atender a lacuna teórica apontada. Para além do esforço teórico, apresenta uma pesquisa exploratória, baseada em meto¬dologia qualitativa, por meio da análise de Recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que tratam sobre autonomia funcional. A análise documental nos permite agregar elementos ao argu¬mento da “autonomia sem accountability” (Kerche, 2007; Kerche et al., 2019), observa¬da desde o início do processo de construção institucional do órgão, que não apenas se manteve presente como vem sendo refor-çada por atos e normas do CNMP. Por ou¬tro lado, não parece haver um movimento institucional no sentido de ampliar a ac¬countability, fazendo com que a atuação de promotores e procuradores seja pouco transparente para além do que está descrito nos processos administrativos ou judiciais. A autonomia é ampla, o controle é baixo.Dissertação Prisões sob controle: Contestando a desestatização de presídios paulistas na Justiça e no TCE(2021) Ferrari, Gregório Esteban De Andrada e SilvaA literatura sobre judicialização de políticas públicas atribui ao Poder Judiciário uma série de papéis que sintetizam sua capacidade de influenciar a implementação de políticas. Ao tratar especificamente sobre a judicialização de políticas de desestatização, a literatura aponta como o Judiciário foi amplamente acionado por opositores na tentativa de barrar políticas do tipo durante as privatizações dos anos 1990; o resultado, no entanto, era sempre favorável ao governo, apesar de alguns atrasos impostos pela judicialização. A presente dissertação buscou verificar o efeito da judicialização de políticas de desestatização em âmbito estadual; a partir de um caso incomum, uma proposta do governo de São Paulo de delegar parte da administração de quatro presídios para a iniciativa privada, a pesquisa discute as táticas adotadas pelos opositores para contestar a política na Justiça e introduz uma nova variável ao debate: o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que também foi acionado e se mostrou um órgão capaz de influenciar os rumos da política. A interação entre as decisões da Justiça e do TCE atrasou e eventualmente inviabilizou a implementação da política. O papel decisivo do TCE ao longo do embate sugere que o Tribunal de Contas também pode desempenhar papéis atribuídos à Justiça em processos de judicialização de políticas, como o de ator com poder de veto e de locus de deliberação, mostrando que o Tribunal de Contas é mais que um órgão accountability.