Apagão de Mão de Obra Qualificada? As Profissões e o Mercado de Trabalho Brasileiro entre 2000 e 2010
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Tipo de documento
Policy Paper
Data
2012
Resumo
Muitos analistas tem enfatizado a existência de um “apagão de mão de obra qualificada”
no Brasil. Entretanto, o salário médio mensal das pessoas com nível superior no Brasil
declinou na última década, passando de R$4.317 para R$4.060 entre 2000 e 2010. Essa
queda (6%) foi maior do que a observada entre os que completaram apenas o ensino
médio (de R$1378 para R$1317, ou seja, 4,4%). É difícil compatibilizar essa queda de
salário em termos absolutos e relativos com um hipotético “apagão” de mão de obra
qualificada, já que se a demanda estivesse crescendo a uma taxa superior à da oferta por
ensino superior, os diferenciais de salários nesse nível deveriam estar aumentando.
Esse artigo mostra que a diminuição dos diferenciais de salário do ensino superior na
última década reflete a queda salarial em algumas formações específicas, que tiveram
grande aumento na proporção de formados, tais como: Enfermagem, Administração de
Empresas, Turismo, Farmácia, Marketing e Terapia e Reabilitação. Por outro lado,
algumas profissões tiveram aumentos significativos nos salários, mas queda na
participação entre os formados, tais como: Medicina, Arquitetura, Engenharias,
Economia e Ciências sociais. Nessas profissões, a demanda está aumentando mais
rapidamente que a oferta, ou seja, são áreas em que a sociedade está precisando de mais
profissionais.
Além disso, a porcentagem de formados trabalhando nas ocupações típicas de sua área
de formação aumentou na Medicina, Humanidades e Engenharias, declinando em
algumas áreas de saúde, tais como Enfermagem, Farmácia e Química. Isso pode estar
refletindo uma diminuição de oportunidades de trabalho nessas áreas, o que é
confirmado pelo aumentado observado nas taxas de desemprego nessas áreas.
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Idioma
Português
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