Um estudo empírico sobre os efeitos de longo prazo do programa bolsa família na educação
Autores
Ortiz, Sidney Sapira
Orientador
Martins, Sergio Ricardo
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2015
Resumo
O governo do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva foi marcado pelas medidas de forte cunho social. Dentre elas temos a reformulação e criação de programas sociais focados na transferência de renda, buscando diminuir a desigualdade social. O Bolsa Família, carro chefe desses programas sociais, criado já em seu primeiro ano de mandato a partir de programas sociais implementados anteriormente, é notório por gerar diversas controvérsias entre pesquisadores e leigos. Por um lado há a promessa de que as famílias beneficiadas serão, com o passar do tempo, capazes de melhorar sua condição de vida e adquirir autonomia financeira. Por outro, há a ideia de que, ao receber o benefício da renda mínima do governo, o indivíduo poderá se acomodar, deixando de buscar outras formas de sustento, tornando-se dependente do programa. Diante desse cenário, pesquisas recentes apontam para uma diminuição da desigualdade de renda, unida a um aumento no nível médio de escolaridade da população. O objetivo do presente trabalho é, portanto, analisar se de fato houve tal melhora no nível de escolaridade da população, focando nos indivíduos entre 15 e 18 anos. Para tanto, será utilizado o método de diferenças em diferenças, muito utilizado na verificação da eficácia da introdução de medidas governamentais através da realização de um experimento natural. Os dados utilizados na elaboração do estudo estão contidos no Censo Demográfico dos anos 2000 e 2010. Ao final, chegou-se a conclusão de que de fato houve uma melhora no nível educacional, ajudada pelo programa.
Palavras-chave
Censo; Bolsa família; Diferenças em diferenças; Educação
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Idioma
Português