Hedge via derivativos gera aumento no valor de mercado de companhias não-financeiras? Evidências do mercado brasileiro
N/D
Autores
Teixeira, Eric Abraham
Orientador
Lucchesi, Eduardo Pozzi
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2024
Resumo
O presente estudo investiga a relação entre o uso de hedge via derivativos e o valor de mercado de empresas não-financeiras no contexto brasileiro. São, inicialmente, examinados seis estudos, publicados entre 1984 e 2019, que oferecem perspectivas teóricas e empíricas sobre essa relação. Alguns propõem modelos teóricos para determinação da quantidade ótima de hedge, de forma a maximizar o valor da firma, enquanto outros adotam abordagens empíricas para avaliar o impacto real do hedge no valor de mercado.
Posteriormente, são desenvolvidos dois modelos de efeito fixo para estimar o impacto do hedge via derivativos no valor de mercado, a partir de uma amostra de 59 empresas não-financeiras brasileiras de capital aberto, entre 2019 e 2022. Os resultados obtidos pelo primeiro modelo indicam um impacto positivo, porém estatisticamente insignificante, quando o uso de derivativos é analisado de maneira agregada e generalizada. O segundo modelo, que distingue o uso de derivativos entre swaps, contratos futuros/termo e opções, também resulta em coeficientes estatisticamente insignificantes para todos os tipos de contrato.
Desta forma, os resultados divergem de estudos anteriores sobre o tema, ao apontar para a não-existência de um hedging premium associado à utilização de instrumentos derivativos para proteção contra riscos de mercado, aos olhos do investidor brasileiro médio. As causas para tal falta podem ser examinadas de maneira mais aprofundada em pesquisa futura.
Palavras-chave
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Idioma
Português
Notas
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