Sistemas Pecuários e a Transição para Pecuária de Baixa Emissão no Brasil
Autores
Dau, Henrique
Orientador
Conti, Thomas Victor
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2022
Resumo
Por ser um protagonista nas emissões globais de metano, o setor agropecuário brasileiro vem sofrendo pressões por parte de diversos agentes (consumidores estrangeiros, países desenvolvidos, governo brasileiro, empresas e ONGs) no sentido de reduzir suas emissões de metano. Apesar das pressões, o setor vem enfrentando dificuldades para adotar as práticas de manejo do pasto consideradas mais sustentáveis. Com olhar voltado para a pecuária de corte, o objetivo deste trabalho é identificar a natureza dessas dificuldades e criar um modelo estilizado que esclareça de que forma se relacionam as variáveis e matriz de incentivos enfrentadas pelos produtores ao decidir sobre investir ou não em manejo do pasto. O propósito deste modelo é oferecer intuição de como as variáveis se relacionam com o problema, para fins didáticos. O modelo foi desenvolvido a partir de referências acadêmicas e especialistas que explicitam variáveis como custo do crédito, custos regulatórios, assimetria de informação e baixa qualificação técnica como algumas das deficiências principais que impedem o setor agropecuário a adotar amplamente as melhores práticas para redução de emissões. Além disso, concluiu-se que, ao contrário do que comumente se pensa, o principal incentivo aos investimentos não é o ganho proveniente da venda de créditos de carbono e sim o ganho de produtividade associado à intensificação das pastagens, melhorias na qualidade da alimentação do gado, melhorias genéticas, encurtamento do período de engorda, entre outros fatores.
Palavras-chave
Intensificação de pastagens; Metano; Crédito; Pecuária
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Idioma
Português
Notas
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