Dominância fiscal e dominância monetária: impacto do risco de default sobre a taxa de câmbio, no período compreendido entre os anos 2013 e 2018

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Orientador
Lyrio, Marco Tulio
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Dissertação
Data
2018
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Resumo
Este trabalho aplica o modelo proposto por Blanchard (2004) aos dados da economia brasileira no período entre junho de 2013 e agosto de 2018. O modelo analisa os efeitos da interação entre a taxa de juros e a taxa de câmbio. A premissa macroeconômica é que, em uma economia aberta, a elevação da taxa real de juros pelo banco central tornará a dívida pública mais atraente, acarretando uma apreciação real da moeda. No entanto, se a elevação dos juros aumentar significativamente a probabilidade de default, o efeito resultante pode tornar a dívida menos atraente, conduzindo a uma depreciação cambial. Se esse efeito negativo for preponderante, a depreciação cambial gerada pelo aumento dos juros pode agravar a inflação que a autoridade monetária pretendia controlar. Nesse caso, a política fiscal, não a monetária, seria o instrumento adequado de controle da inflação. As estimativas do modelo não evidenciaram a ocorrência de tal efeito perverso, como identificado por Blanchard entre 2002 e 2003, em razão das conturbações político-econômicas, decorrentes das eleições presidenciais. O período de observação deste trabalho também foi muito conturbado político e economicamente. Contudo, a redução da proporção da dívida denominada em moeda estrangeira, estimada em 50%, naquela época, para 3,6% no fechamento de 2017, parece ratificar a importância que lhe foi atribuída no modelo para a ocorrência do efeito negativo.

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Português
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