Como o debate econômico entre diferentes escolas encontra-se presente na crise de 2008?

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Autores

Camargo, Pedro Ariel de Alcântara

Orientador

Leite Neto, Fernando Ribeiro

Co-orientadores

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Tipo de documento

Trabalho de Conclusão de Curso

Data

2022

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Resumo

Esse estudo visa definir quais motivos foram responsáveis pela Crise de 2008 e como os mesmos se relacionam com a evolução de pensamento econômico no tempo. A Crise de 2008 representa um marco para o capitalismo moderno, uma vez que desencadeou uma forte mudança na diretriz e participação do Estado e agências regulatórias após o colapso. A abordagem realizada mostra como o debate evoluiu no tempo, primeiro durante o “bailout” em que houve um forte debate sobre haver ou não intervenção, e em uma eventual intervenção, como a mesma poderia ser aplicada. Tal discussão se iniciou no terceiro trimestre de 2007, fomentada pela então descoberta e anúncio do BNP Paribas em Agosto de 2007, que a precificação de ativos hipotecários securitizados nos EUA estava incoerente e que três fundos próprios seriam liquidados. A discussão sobre a crise e o papel das agências regulatórias e o estado persistiu até o início do bailout em Outubro de 2008. Apesar dos primeiros avisos representados pela situação do BNP Paribas e o aumento da inadimplência nos títulos americanos, legisladores nos Estados Unidos e Inglaterra demoraram a agir e não conseguiram prevenir o eventual colapso que ocorreu durante todo período de 2008. Mediante o regresso econômico, e o colapso de confiança com agentes econômicos, em 2010 iniciou se um debate posterior que se estabeleceu sobre regulação e como se evitaria uma crise posterior, com novas medidas e participação do Estado no processo, onde há uma clara mudança de pensamento em motivada pelos acontecimentos anteriores, levando a um processo de alteração na matriz de pensamento econômico. No processo passado de desregulação, as ideias austríacos e liberais dominavam a escola de pensamento econômico de forma quase hegemônica, porém após a crise, as diretrizes mudaram para um processo mais keynesiano e mais intervencionista e favorável a participação do Estado. Elementos de teorias institucionalistas e comportamentais também foram relevantes na mudança de pensamento econômico nesse intervalo posterior a crise de 2008.

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Idioma

Português

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