A visão dos clássicos do pensamento social brasileiro acerca de nosso desenvolvimento social e institucional

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Autores

Miranda, Pedro Augusto Cardoso

Orientador

Cantarino, Nelson Mendes

Co-orientadores

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Tipo de documento

Trabalho de Conclusão de Curso

Data

2016

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Resumo

O presente estudo visa analisar e responder de acordo com os clássicos do pensamento social brasileiro, a hipótese de que o Brasil não teria instituições ditas inclusivas, ou seja, capazes de fazer com que a riqueza fosse disseminada de maneira simétrica ao longo de todas as classes da hierarquia social. Para tanto, o trabalho se divide em três capítulos onde o primeiro se dedica a uma revisão bibliográfica de três obras que se mostram condizentes com a discussão do tema, sendo elas respectivamente, “Casa-grande & Senzala” de Gilberto Freyre, “Formação do Brasil Contemporâneo” de Caio Prado Júnior e “Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda. Não se tratando de uma discussão profunda dos temas, mas mostrando o que são os livros - sua estrutura, principais temas tratados e como foram apresentados, os esforços se concentram em tentar ilustrar traços psicossociais da cultura brasileira, ou seja, hábitos e costumes advindos de nossa colonização que impactam diretamente ou indiretamente o perfil daqueles que há tempos são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção do complexo institucional brasileiro. O segundo capítulo explica sob o olhar crítico de Douglass North, e do que definiu como a nova economia institucional, o que seria em essência uma matriz institucional eficiente. Complementa-se a discussão com os conceitos de instituições inclusivas e extrativas apresentados por Acemoglu e Robinson, onde se elencam elementos, normas e peculiaridades de tais instituições e de suas combinações, que podem ou não direcionar a economia ao crescimento econômico. Mais que isso, ao apresentar o que Douglass North definiu como right institutions, garante-se a viabilidade de estudar a influência do passado sob as instituições de hoje. Na forma de um apanhado geral que resume e conclui o trabalho, o terceiro capítulo elenca as principais instituições do Brasil Colônia, mostrando como nasceram e se adaptaram ao longo do tempo a fim de atender a interesses sempre particulares. Busca-se justificar perfil de instituições presentes na matriz institucional da época, com base nos traços de personalidade contidos nos agentes da esfera política. Feito isso, fica claro que essas instituições iam na direção oposta do que seria economicamente desejável, ou seja, compor a matriz com instituições políticas inclusivas e econômicas não extrativas.

Palavras-chave

Instituições; Instituições inclusivas; Democracia; Colonização; Brasil; Institutions; Inclusive institutions; Democracy; Colonization; Brazil

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Idioma

Português

Notas

Membros da banca

Oliveira, Vinicius de Bragança Müller e

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