CEOs e composição do conselho de administração: a falta de identificação pode ser motivo para existência de teto de vidro para mulheres no Brasil?

Unidades Organizacionais

Resumo

O aumento significante da participação feminina na força de trabalho não impediu que permanecessem as diferenças com relação aos salários e à igualdade de tratamento nas promoções com relação ao gênero. Segundo a teoria da divisão do trabalho dentro da família, de acordo com as vantagens relativas de cada membro do casal (Becker, 1965), a diferença salarial e de promoção pode implicar menor investimento por parte das mulheres em seu aperfeiçoamento profissional. Neste trabalho, utilizamos uma base de dados inédita, referente a 370 empresas, que possibilita a investigação sobre a existência de teto de vidro para as mulheres no Brasil. Utilizando a metodologia empírica de probit, que permite a análise de variáveis binárias qualitativas, como a presença de uma mulher ou um homem no cargo mais elevado de uma empresa, concluiu-se neste estudo que existe uma relação entre a dificuldade da promoção de mulheres e a existência de um Conselho de Administração para ela. Com base na análise de Westphal e Fredrickson (2001), pode-se dizer que os resultados encontrados mostram que o Conselho de Administração busca escolher um CEO (do inglês Chief Executive Officer) que represente ao máximo seu próprio perfil de atuação e que, sendo o Conselho majoritariamente masculino, indivíduos do sexo feminino sofrem maior resistência à promoção.

Palavras-chave

Teto de vidro; Probit; Promoção

Titulo de periódico

Revista de Administração Contemporânea (RAC)

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Idioma

Português

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