Preferências temporais – estudo de caso comparando Brasil e Suíça
Autores
Serson, Renata
Orientador
Brito, Ricardo Dias de Oliveira
Co-orientadores
Citações na Scopus
Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2018
Resumo
O presente trabalho busca entender em que medida indivíduos brasileiros e suíços são racionais em suas decisões intertemporais sobre poupança, testando a hipótese de que diferenças culturais se traduzem em diferenças de comportamento financeiro. Foi elaborada uma pesquisa com 235 estudantes do Insper (São Paulo, Brasil) e da Universidade de St Gallen (St Gallen, Suiça), e os resultados do questionário permitiram que construíssemos uma estatística que mensura, em certa medida, desvios de racionalidade em decisões financeiras. Como resultado, obtivemos que em nossa amostra, a despeito de evidências contrárias na literatura, o impacto da cultura é praticamente inexistente: muitas das variáveis relacionadas ao país de origem, grupo de coleta e identificação com grupo cultural são estatisticamente insignificantes para explicar tal irracionalidade, e os resultados significantes não são sustentáveis após um refinamento da amostra. Ainda assim, a conclusão é relevante – mostra-se o impacto do gênero e da percepção de educação financeira na construção de racionalidade financeira. As mulheres em geral tomam decisões menos racionais, enquanto indivíduos que tenham percepção de que conhecem instrumentos de educação financeira de fato têm maior score de racionalidade. Argumentamos que essa última variável é passível de aprendizado: seria possível desenvolver, então, racionalidade financeira num país, aumentando seus níveis de poupança independentemente de sua localização ou origem cultural.
Palavras-chave
Economia. Poupança. Racionalidade. Irracionalidade. Comparação. Países
Titulo de periódico
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Idioma
Português
Notas
Membros da banca
Brito, Ricardo Dias de Oliveira