Essays in Applied Microeconomics
N/D
Autores
Dal-Ri, Fabiano
Orientador
Co-orientadores
Citações na Scopus
Tipo de documento
Tese
Data
2024
Resumo
Esta tese é composta por três capítulos independentes. Enquanto o primeiro capítulo é de autoria
única, os outros dois capítulos são escritos em colaboração com diferentes equipes de pesquisadores.
No primeiro capítulo, exploro eventos de demissão em massa para investigar a relação entre
perda de emprego, trabalho por conta-própria e recolocação no mercado de trabalho. Concentro
minha análise em torno de uma mudança de política em 2009 que reduziu significativamente as
barreiras à formação de microempresas (ou seja, trabalho por conta-própria formal). Antes da
mudança de política, o caminho do trabalho por conta-própria após uma demissão era seguido
principalmente por trabalhadores de alta renda. Após a reforma, trabalhadores de baixa renda
fecharam um terço dessa lacuna. Embora tanto trabalhadores de alta quanto baixa renda que
optam pelo caminho do trabalho por conta-própria tenham entre 63 e 65 pontos percentuais a menos
de probabilidade de retornar ao emprego assalariado, trabalhadores de alta renda enfrentam
uma penalização salarial de 12 pontos percentuais, enquanto os trabalhadores de baixa renda são
parcialmente protegidos de grandes perdas devido às legislação de salário mínimo. A mudança
de política em 2009, ao tornar o trabalho por conta-própria formal mais atraente, não parece
alterar esses padrões. No segundo capítulo, estudamos como a perda de emprego afeta a trajetória
de emprego dos trabalhadores, com foco especial no impacto diferencial entre grandes grupos
ocupacionais. Utilizando event studies em torno de eventos de demissões em massa em empresas
brasileiras, descobrimos que, em média, os salários dos trabalhadores deslocados caem cerca
de 26 pontos percentuais no ano seguinte à perda de emprego, e três anos depois, permanecem
20 pontos percentuais abaixo dos salários de trabalhadores não deslocados comparáveis. Para
gerentes e trabalhadores técnicos, a penalização salarial é maior e mais persistente em relação aos
demais trabalhadores. Apresentamos evidências de que essa diferença é provavelmente impulsionada
por um efeito prejudicial das demissões nos gerentes e trabalhadores técnicos, que sofrem
grandes perdas independentemente de suas opções externas e ocupações pós-deslocamento. No
terceiro capítulo, analisamos práticas de gestão em unidades de atenção primária à saúde no Quênia.
Adaptamos a World Management Survey ao contexto de saúde queniano. Nossas descobertas
revelam que a qualidade geral da gestão nas unidades de atenção primária quenianas é notavelmente
baixa, com uma distribuição caracterizada por alta compressão. Também estabelecemos
uma associação positiva não significativa entre melhores práticas de gestão e a disponibilidade
de medicamentos e vacinas essenciais. No entanto, utilizando dados administrativos abrangendo
o período pré e durante a pandemia de COVID-19 (incluindo uma greve de trabalhadores da
saúde), encontramos que as unidades de atenção primária privadas caracterizadas por melhores
práticas de gestão enfrentaram significativamente menos interrupções na provisão de serviços,
destacando a resiliência das unidades de atenção primária privadas bem geridas.
This thesis is composed of three independent chapters. While the first chapter is solo-authored, the two other chapters are co-authored with different teams of researchers. In the first chapter, I leverage mass displacement events to investigate the link between job loss, self-employment, and reemployment. I focus my analysis around a policy change in 2009 that significantly reduced barriers to microenterprise formation (i.e. formal self-employment). Prior to the policy change, the self-employment path after a job dismissal was primarily followed by high-income workers. After the reform, low-income workers closed one-third of this gap. While both highand low-income workers who take the self-employment path are 63-65p.p. less likely to return to wage employment, high-income workers face a wage penalty of 12 log points, while lowincome workers are partially shielded from large losses due to minimum wage regulations. The 2009 policy change, while making formal self-employment more attractive, does not appear to alter these reemployment patterns. In the second chapter, we study how job loss affects the employment trajectory of workers, with a particular focus on the differential impact across large occupational groups. Using event studies around mass layoff events for Brazilian firms, we find that, on average, displaced workers’ wages drop around 26 log points in the year after a job loss, and three years later, they remain 20 log points below comparable non-displaced workers’ wages. For managers and technical workers, the wage penalty is larger relative to shop floor workers and more persistent. We then present evidence that this difference is likely driven by a scarring effect of layoffs on these workers, who endure large losses regardless of their outside options and post-displacement occupations. In the third chapter, we analyze management practices in primary healthcare facilities (PHCs) across Kenya. We adapted the World Management Survey to the Kenyan healthcare context. Our findings reveal that the overall quality of management in Kenyan PHCs is notably low, with a distribution characterized by high compression. We also establish a non-significant positive association between better management practices and the availability of essential medicines and vaccines. However, leveraging administrative data spanning the preand during-COVID-19 pandemic period (including a health workers’ strike), we find that private PHCs characterized by higher management scores experienced significantly fewer disruptions in attendance, highlighting the resilience of well-managed private PHCs.
This thesis is composed of three independent chapters. While the first chapter is solo-authored, the two other chapters are co-authored with different teams of researchers. In the first chapter, I leverage mass displacement events to investigate the link between job loss, self-employment, and reemployment. I focus my analysis around a policy change in 2009 that significantly reduced barriers to microenterprise formation (i.e. formal self-employment). Prior to the policy change, the self-employment path after a job dismissal was primarily followed by high-income workers. After the reform, low-income workers closed one-third of this gap. While both highand low-income workers who take the self-employment path are 63-65p.p. less likely to return to wage employment, high-income workers face a wage penalty of 12 log points, while lowincome workers are partially shielded from large losses due to minimum wage regulations. The 2009 policy change, while making formal self-employment more attractive, does not appear to alter these reemployment patterns. In the second chapter, we study how job loss affects the employment trajectory of workers, with a particular focus on the differential impact across large occupational groups. Using event studies around mass layoff events for Brazilian firms, we find that, on average, displaced workers’ wages drop around 26 log points in the year after a job loss, and three years later, they remain 20 log points below comparable non-displaced workers’ wages. For managers and technical workers, the wage penalty is larger relative to shop floor workers and more persistent. We then present evidence that this difference is likely driven by a scarring effect of layoffs on these workers, who endure large losses regardless of their outside options and post-displacement occupations. In the third chapter, we analyze management practices in primary healthcare facilities (PHCs) across Kenya. We adapted the World Management Survey to the Kenyan healthcare context. Our findings reveal that the overall quality of management in Kenyan PHCs is notably low, with a distribution characterized by high compression. We also establish a non-significant positive association between better management practices and the availability of essential medicines and vaccines. However, leveraging administrative data spanning the preand during-COVID-19 pandemic period (including a health workers’ strike), we find that private PHCs characterized by higher management scores experienced significantly fewer disruptions in attendance, highlighting the resilience of well-managed private PHCs.
Palavras-chave
Economia; Microeconomia; Métodos Aplicados; Economics; Microeconomics; Applied Methods
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Idioma
Inglês
Notas
Membros da banca
Ulyssea, Gabriel
Scur, Daniela
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CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
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