Estudo sobre os instrumentos de distribuição de lucros no cenário brasileiro.
Autores
Gustavo Rosa Palamidese
Orientador
Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2021
Resumo
Quando uma empresa tem excesso de lucro, ela pode constituir
reserva, investir esse recurso no próprio negócio ou distribuir para os acionistas
como caixa (dividendos) ou como ações (recompra de ações). Esse estudo visa
compreender quais são os determinantes que levam uma empresa brasileira
com ações negociadas na B3 decidir sua política de distribuição de lucros.
Como no Brasil a distribuição em caixa pode ser tanto como dividendos
ou juros sob o capital próprio, também foram analisados o que determina a
escolha entre o montante de cada alternativa. Foram coletados dados trimestrais
na Economática de 228 empresas, no período entre Março de 1997 até Junho
de 2020, resultando em 7000 observações. Foi utilizado a regressão tobit.
Os principais resultados do trabalho mostram que empresas que optam
por utilizar a distribuição de seu caixa são empresas não alavancadas e com
fluxo de caixa positivo, mais importante ainda que o tempo de listagem na bolsa
como a presença no segmento do Novo Mercado da B3. Já as empresas que
realizam recompras de ações, diferentemente do esperado pela literatura, são
empresas com anos de listagem na bolsa e pouco alavancadas. Das empresas
que optam por distribuir seu caixa, as empresas que distribuem dividendos
demostraram ser as empresas alavancadas e participantes do nível de
governança do Novo Mercado. Já as empresas que distribuem JSCP são
empresas com fluxo de caixa positivo, porém não alavancadas e, diferente do
esperado pela literatura, não são as empresas com muitos anos de listagem na
bolsa de valores.
Palavras-chave
Payout; Dividendos; JSCP; Recompras; Política de distribuição; Lucro
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Idioma
Português
Notas
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Ciências Exatas e da Terra