Graduação em Economia
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Trabalho de Conclusão de Curso A Conjuntura Macroeconômica e seu Impacto no Desempenho dos Fundos de Investimento Imobiliário(2025) Ranoya,Gabriel DantasEste estudo tem como objetivo analisar o impacto da taxa de juros, inflação, Produto Interno Bruto (PIB) no desempenho dos Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) no Brasil. Os FIIs desempenham um papel relevante no mercado financeiro brasileiro, permitindo a diversificação de portfólios e oferecendo uma alternativa de investimento baseada em ativos imobiliários. No entanto, esses fundos são altamente sensíveis a variáveis macroeconômicas, como oscilações na taxa de juros, que afetam diretamente o custo de financiamento e, consequentemente, a valorização dos ativos imobiliários. Além disso, a inflação impacta o poder de compra e a atratividade dos retornos reais dos FIIs, enquanto o PIB reflete o dinamismo econômico e o apetite dos investidores pelo mercado imobiliário. A metodologia empregada na pesquisa segue uma abordagem quantitativa, baseada na análise econométrica da relação entre os retornos dos FIIs e as variáveis macroeconômicas selecionadas. Para isso, serão utilizadas séries temporais de dados históricos obtidos de fontes oficiais, como o Banco Central do Brasil e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Serão aplicadas técnicas estatísticas, como Regressão Linear Múltipla e erros-padrão robustos de Newey-West para avaliar a influência de cada variável sobre o desempenho dos FIIs. Além disso, a pesquisa buscará identificar possíveis diferenças no impacto dessas variáveis em diferentes tipos de fundos imobiliários, como de recebíveis imobiliários, shopping e varejo, lajes comerciais, logístico, FOF e híbridos.Trabalho de Conclusão de Curso A Influência de variáveis macroeconômicas na Emissão de Títulos de Dívida Corporativas no Brasil e Estados Unidos: Uma comparação entre mercados(2025) Sampaio, Rodrigo MagalhãesOs títulos de dívida corporativa, como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), são uma fonte essencial de financiamento para as empresas. Eles permitem ampliar operações, investir e administrar passivos sem precisar abrir mão do controle acionário e depender do financiamento bancária tradicional. Apesar de sua importância para o desenvolvimento do mercado de capitais, ainda há poucos estudos que analisam como fatores macroeconômicos influenciam o volume de emissões desses instrumentos em diferentes países. Este trabalho investiga a relação entre variáveis macroeconômicas, como taxa de juros, inflação, produto interno bruto (PIB) e volatilidade financeira, e a emissão de títulos de dívida corporativa no Brasil e nos Estados Unidos. Ao comparar um mercado emergente e um mercado desenvolvido, o estudo busca entender de que forma aspectos estruturais, como risco-país, estabilidade fiscal e maturidade do sistema financeiro, afetam o comportamento das empresas em relação ao financiamento via mercado de capitais. A pesquisa utiliza modelos econométricos para identificar os principais fatores que explicam as emissões e analisa como as condições econômicas de cada país moldam o acesso das companhias ao crédito. Os resultados contribuem para compreender melhor o papel das variáveis macroeconômicas na dinâmica do financiamento corporativo e as diferenças estruturais entre economias em distintos estágios de desenvolvimento.Trabalho de Conclusão de Curso Os efeitos da pandemia do Covid 19 na rentabilidade do mercado bancário público brasileiro(2025) Passos, Maurício CoutoEste estudo analisa o impacto da pandemia de COVID-19 na rentabilidade dos bancos públicos brasileiros, com ênfase no retorno sobre os ativos (ROA) e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE). A pesquisa se inspira na discussão sobre o papel das políticas públicas e a atuação do governo na mitigação dos impactos econômicos para a população. Foi utilizada uma abordagem de Diferença em Diferenças (DiD) para comparar os efeitos da pandemia nos bancos públicos e privados durante o período de 2020 a 2022. Os resultados indicam que, embora os bancos públicos tenham mostrado sinais de resiliência durante a crise, com um aumento na rentabilidade no período pós-pandemia, o efeito não é estatisticamente significativo, sugerindo que a pandemia não teve um impacto tão adverso quanto o esperado. Os achados sugerem que, embora os bancos públicos tenham se mostrado mais resilientes durante a crise, mais pesquisas são necessárias para entender completamente as dinâmicas entre choques sanitários e monetários sobre o sistema financeiro brasileiro.Trabalho de Conclusão de Curso A Magic Formula do Joel Greenblatt: Aplicação no mercado financeiro brasileiro(2025) Ribeiro, João Victor VittiEste trabalho investiga a aplicação da estratégia de investimentos conhecida como Magic Formula, desenvolvida por Joel Greenblatt, no principal mercados acionário da América Latina, o Brasil. Fundamentada na filosofia do Value Investing, a fórmula consiste em ranquear empresas com base em dois indicadores, Return on Capital (rentabilidade) e Earnings Yield (desconto), visando identificar ações subvalorizadas com alto potencial de valorização. A pesquisa tem como objetivo principal verificar se essa abordagem, amplamente testada em mercados desenvolvidos, apresenta desempenho superior aos índices de referência desse país emergente, onde a eficiência informacional é questionável, sem incorrer em maior risco, evidenciado por métricas como o Índice de Sharpe. O estudo contribui para o debate sobre a validade do Value Investing, com a Magic Formula sendo uma representação quantitativa dessa filosofia, em economias emergentes.Trabalho de Conclusão de Curso Curva de juros e o impacto na dívida de empresa brasileiras(2025) Fonseca, Israel Remesso daA estrutura a termo da taxa de juros reflete as expectativas do mercado em relação às taxas futuras, sendo um indicador crucial para as decisões de financiamento corporativo. Este trabalho pretende investigar o impacto da curva de juros na escolha das empresas brasileiras entre captação de dívidas de prazos mais curtos ou longos. Compreender essas dinâmicas é vital, pois a decisão sobre o prazo e taxas das dívidas afeta diretamente a estrutura de capital das empresas, influenciando seu custo de capital, nível de risco e, consequentemente, nas decisões de investimento. O estudo analisa como variações no term spread da ETTJ influenciam a decisão de companhias brasileiras sobre os prazos de financiamento por meio de dívida. Para isso, utilizou-se um painel desbalanceado da estrutura de capital de 255 empresas ao longo de 63 trimestres, estimado por meio de um modelo de efeitos fixos. O resultado obtido evidenciou que, um aumento de 1 ponto percentual (100 pontos base) no term spread leva a um aumento de 9,75 pontos percentuais na razão de dívida entre curto e longo prazo, isto é, um encurtamento das dívidas da companhia.Trabalho de Conclusão de Curso Impacto do Novo Mercado da B3 no Valor Agregado das Empresas: Um Estudo sobre Governança Corporativa e Performance Empresarial(2025) Santos, Gustavo RodriguezDepois do País vivenciar, nas últimas décadas, algumas crises econômicas, os investidores vêm se tornando cada vez mais preocupados com a qualidade dos investimentos dentro do país. A governança coorporativa é um meio pelo qual a empresa se esforça para organizar sua gestão da forma mais transparente e passa para os possíveis investidores a confiança de investir em algo mais seguro, com regras bem definidas. No Brasil, a B3, bolsa de valores brasileira, classifica as empresas em diferentes níveis de governança corporativa de acordo com critérios pré-determinados e que serão abordados posteriormente. Para incentivar as empresas a seguirem os critérios e se posicionarem nos mais altos níveis de governança corporativa, as regras rígidas podem ser apreciadas pelo mercado incentivando o investimento privado. No presente estudo foi analisado que, no esquema atual brasileiro, os esforços financeiros, de tempo e cultura para estar no mais alto nível de governança corporativa da B3, chamado Novo Mercado, trouxe benefícios em termos de valor empresarial para as empresas. Para isso, foi utizado de análises econométricas e estatísticas que concluiram com robustez o citado acima.Trabalho de Conclusão de Curso O impacto da COVID-19 na Gestão de Capital de Giro das empresas brasileiras listadas na bolsa de valores(2025) Braga, Pedro Pires SalvinoEste trabalho investiga o impacto da pandemia de COVID-19 na gestão de capital de giro das empresas brasileiras não financeiras listadas na bolsa de valores. A crise econômica afetou as condições de mercado e a estabilidade financeira, levando as empresas a ajustarem suas estratégias. Utilizando uma amostra em painel de 2015 a 2024, a pesquisa analisou o Ciclo de Conversão de Caixa (CCC) por meio de estatísticas descritivas e de um modelo de Regressão por Descontinuidade (RDD), que trata o início da pandemia (1T-2020) como um ponto de corte temporal para estimar o efeito causal. Os resultados descritivos indicam um aumento no CCC médio e mediano das empresas logo após o início da crise. Contudo, os resultados do modelo RDD não apresentaram evidências estatisticamente significantes de que a pandemia causou uma mudança abrupta no CCC. Conclui-se que, apesar das variações observadas, as empresas da amostra podem ter conseguido neutralizar os choques iniciais, ou os efeitos foram demasiadamente heterogêneos para serem capturados como uma descontinuidade média significante pelo modelo econométrico empregado.Trabalho de Conclusão de Curso A relação entre Stock-Based Compensation de CEOs e o desempenho das firmas(2025) Ippolito, Lucas do Valle BaetaEste trabalho investiga a relação entre a remuneração executiva baseada em ações (Stock-Based Compensation – SBC) e o desempenho financeiro de empresas brasileiras listadas na B3. Fundamentado na Teoria da Agência, o estudo parte da premissa de que mecanismos de incentivo de longo prazo podem alinhar os interesses entre executivos e acionistas, potencializando a geração sustentável de valor. Embora a literatura internacional aponte que os efeitos da SBC sobre o desempenho corporativo dependem de fatores como setor, estágio de maturação e estrutura de governança, ainda são escassas as análises empíricas no contexto brasileiro, que apresenta especificidades regulatórias e institucionais relevantes. Neste estudo, utilizou-se um modelo de regressão com dados em painel, abrangendo uma amostra de empresas brasileiras ao longo de um período de dez anos. A intensidade do uso de SBC foi operacionalizada pela razão entre o valor anual de SBC e a receita líquida, permitindo uma comparação padronizada entre empresas de diferentes portes e setores. Os resultados indicam que, no contexto analisado, não há evidência estatisticamente significativa de que a intensidade da remuneração baseada em ações impacte positivamente o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC). A pesquisa contribui para a literatura nacional ao testar, de forma robusta, uma hipótese amplamente explorada em mercados desenvolvidos, ressaltando a importância de considerar as especificidades institucionais e regulatórias brasileiras na análise da eficácia de mecanismos de incentivo baseados em ações.Trabalho de Conclusão de Curso O impacto do COVID-19 na Estrutura de Capital das empresas brasileiras listadas na bolsa de valores(2025) Previato, Lucas MunizEste estudo analisa o impacto da pandemia de COVID-19 na estrutura de capital das empresas brasileiras listadas na B3. O trabalho investiga como o choque exógeno da pandemia alterou os padrões de endividamento corporativo, medido pela razão Passivo Total/Ativo Total, e as relações entre os determinantes tradicionais da estrutura de capital. Utilizando as teorias Trade-off e Pecking Order como fundamentação teórica, foi desenvolvido um modelo que examina como a pandemia do COVID-19 afetou as decisões de financiamento corporativo. A metodologia emprega modelos de dados em painel com efeitos fixos, controlando por características não observadas das empresas e efeitos temporais comuns. A amostra compreende 68 empresas não-financeiras listadas na B3 entre janeiro de 2018 e dezembro de 2024, totalizando 1.762 observações empresa-trimestre. Os resultados indicam que a pandemia causou um aumento estatisticamente significativo de 2,64 pontos percentuais no endividamento médio das empresas, representando um crescimento de 4,3% em relação ao nível pré-pandemia. O modelo apresenta alto poder explicativo (R² ajustado = 0,8279) e confirma as relações teóricas esperadas: empresas maiores e com maior tangibilidade de ativos apresentam maior endividamento, enquanto empresas mais rentáveis e com maior liquidez apresentam menor alavancagem. A análise setorial revela heterogeneidade nos impactos, com setores de tecnologia e bens de consumo não-cíclicos apresentando os maiores aumentos.Trabalho de Conclusão de Curso O Valor Invisível: O Impacto dos Ativos Intangíveis no Valor de Mercado de Empresas Globais(2025) Cesar Neto, Gilberto LeiteEste trabalho investiga o impacto dos investimentos em ativos intangíveis – como pesquisa e desenvolvimento (P&D), patentes e goodwill – sobre o valor de mercado de empresas de capital aberto no mundo, entre 2018 e 2023. A amostra contempla empresas de diversos setores e países, com dados financeiros padronizados extraídos da Bloomberg. A análise utiliza um modelo de regressão linear com efeitos fixos e erros padrão robustos, incorporando variáveis de controle como rentabilidade (ROA), alavancagem e eficiência operacional. Os resultados indicam que, embora os sinais dos coeficientes de intangíveis sejam coerentes com a literatura (positivos para P&D e patentes, negativos para goodwill), suas estimativas não foram estatisticamente significantes. Essa ausência de significância reforça uma das hipóteses da literatura: a dificuldade de mensuração e representação contábil precisa dos ativos intangíveis. Adicionalmente, os achados sugerem que o mercado valoriza mais indicadores de rentabilidade do que o volume absoluto de investimentos em inovação. O estudo está alinhado com resultados anteriores e propõe, como extensão futura, investigar métricas alternativas para setores intensivos em tecnologia, como os investimentos em data centers no contexto da inteligência artificial.
