Dissertação de Mestrado
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Dissertação A influência da espiritualidade na redução de crimes de obediência(2025) Dias, Raphael NevesEsta dissertação investiga o papel da espiritualidade na resistência a crimes de obediência no ambiente organizacional. Fundamentado na literatura de ética organizacional e desengajamento moral, o estudo analisa como a espiritualidade pode reduzir a racionalização de condutas antiéticas, especialmente quando essas são ordenadas por um superior hierárquico. Por meio de um experimento fatorial 2 x 2 x 2 conduzido na plataforma Prolific, testou-se o impacto da espiritualidade, manipulada via priming, e de dois moderadores contextuais: a “vulnerabilidade do emprego” e a “gravidade do pedido”. A espiritualidade também foi mensurada via escala psicométrica. Desenvolveram-se as hipóteses de que maior espiritualidade diminui o engajamento em crimes de obediência, especialmente quando a situação do emprego é mais vulnerável e quando a irregularidade solicitada pelo chefe é menos grave. Os resultados demonstraram que o efeito médio da espiritualidade não é significante. Contudo, em linha com as hipóteses de moderação, a espiritualidade manipulada reduziu a propensão ao cometimento de crime de obediência, quando o vínculo empregatício é mais vulnerável e quando a gravidade do pedido é menor. Contudo, esses efeitos apenas ocorreram para a variável manipulada via priming, não para a variável mensurada por escala psicométrica. A partir desses achados, introduziu-se a discussão da diferenciação entre espiritualidade enquanto estado (induzido pelo priming) e espiritualidade enquanto traço, uma diferenciação até então nova na literatura. Os achados indicam a importância da espiritualidade no ambiente organizacional, evidenciando sua relação com a ética e a tomada de decisão moral e abrem frentes de exploração para pesquisas futuras.Dissertação Ascensão, permanência e influência: O caso das líderes mulheres no Governo Federal Brasileiro.(2025) Carvalho, Marcela GarciaNas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho e no setor público tem crescido, embora barreiras estruturais ainda limitem o acesso de mulheres, especialmente negras, aos cargos de alto escalão. No Executivo Federal brasileiro, apesar do aumento geral da presença feminina desde a redemocratização, essa tendência não se reproduz nos altos escalões. A interseccionalidade de gênero e raça agrava a sub-representação de mulheres negras, pardas e indígenas. A literatura sobre burocracia representativa destaca a importância de uma administração pública cuja composição reflita a diversidade da sociedade, porém se concentram majoritariamente nos burocratas de nível de rua. Já a literatura sobre lideranças, apresenta um potencial efeito cascata (trickle-down) da diversidade nos níveis mais altos de uma organização, nos demais níveis. Desse modo, a partir de dados disponibilizados pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e utilizando Modelos de Sobrevivência, Regressões Quantílicas, Logarítmicas e Múltiplas, este estudo analisa as dinâmicas de ascensão, permanência e influência de mulheres brancas e negras nos cargos alto escalão do Executivo Federal entre 2000 e 2023, avaliando se (i) mulheres, especialmente mulheres negras, têm menor probabilidade de chegar aos cargos de alto escalão; (ii) se elas demoram mais que os homens para alcançar essas posições; (iii) se elas permanecem nessas posições menos tempo que os homens; e (iv) se, ao alcançarem o alto escalão, são mais prováveis de promover a ascensão de outras mulheres. Os resultados sugerem que mulheres têm menor probabilidade de ascensão aos cargos do alto escalão, sendo as mulheres negras as mais afetadas, embora não haja diferenças estatisticamente significativas no tempo de promoção ou permanência entre as que alcançam o topo. Ainda, observou-se um efeito cascata positivo, sugerindo que lideranças femininas e negras contribuem para uma burocracia mais representativa.Dissertação Ascensão, permanência e influência: O caso das líderes mulheres no Governo Federal Brasileiro(2025) Carvalho, Marcela GarciaNas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho e no setor público tem crescido, embora barreiras estruturais ainda limitem o acesso de mulheres, especialmente negras, aos cargos de alto escalão. No Executivo Federal brasileiro, apesar do aumento geral da presença feminina desde a redemocratização, essa tendência não se reproduz nos altos escalões. A interseccionalidade de gênero e raça agrava a sub-representação de mulheres negras, pardas e indígenas. A literatura sobre burocracia representativa destaca a importância de uma administração pública cuja composição reflita a diversidade da sociedade, porém se concentram majoritariamente nos burocratas de nível de rua. Já a literatura sobre lideranças, apresenta um potencial efeito cascata (trickle-down) da diversidade nos níveis mais altos de uma organização, nos demais níveis. Desse modo, a partir de dados disponibilizados pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e utilizando Modelos de Sobrevivência, Regressões Quantílicas, Logarítmicas e Múltiplas, este estudo analisa as dinâmicas de ascensão, permanência e influência de mulheres brancas e negras nos cargos alto escalão do Executivo Federal entre 2000 e 2023, avaliando se (i) mulheres, especialmente mulheres negras, têm menor probabilidade de chegar aos cargos de alto escalão; (ii) se elas demoram mais que os homens para alcançar essas posições; (iii) se elas permanecem nessas posições menos tempo que os homens; e (iv) se, ao alcançarem o alto escalão, são mais prováveis de promover a ascensão de outras mulheres. Os resultados sugerem que mulheres têm menor probabilidade de ascensão aos cargos do alto escalão, sendo as mulheres negras as mais afetadas, embora não haja diferenças estatisticamente significativas no tempo de promoção ou permanência entre as que alcançam o topo. Ainda, observou-se um efeito cascata positivo, sugerindo que lideranças femininas e negras contribuem para uma burocracia mais representativa.
