Avaliando a qualidade do ensino médio na rede pública em relação à das escolas privadas na cidade de São Paulo

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Dissertação
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2018
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Resumo
Este estudo mede a diferença em notas médias de estudantes de escolas públicas e particulares na cidade de São Paulo. Foram selecionadas apenas escolas particulares cuja mensalidade fosse similar ao investimento médio por aluno de escola pública, com o intuito de melhorar a comparabilidade entre os dois grupos. Usando microdados do Enem, um teste padronizado aplicado em larga escala no terceiro ano do ensino médio, primeiro estimamos a probabilidade de se estudar em escolas particulares ou públicas com base nas características individuais do aluno e da família, como idade, gênero, raça, escolaridade da mãe, renda familiar e indicadores socioeconômicos. Em seguida, comparamos as notas de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas usando três métodos diferentes de pareamento. A metodologia usada como base neste estudo é o pareamento por escore de propensão, um método bastante utilizado para comparar grupos distintos. O grupo de tratamento foi associado aos alunos de escolas particulares, e o grupo de controle aos alunos de escolas públicas. As diferenças em notas foram estimadas como efeito médio do tratamento sobre os tratados (ATT). As notas dos alunos de escolas particulares não foram significativamente diferentes das notas dos alunos de escolas públicas em nenhuma das provas. Com o propósito de validar os resultados obtidos, utilizamos outros dois métodos de pareamento: o por distância de Mahalanobis e o coarsened exact matching (CEM). Utilizando estimadores de pareamento por distância de Mahalanobis, alunos de escolas particulares obtiveram notas superiores em ciências da natureza em 1,2% acima da nota média de controle. Pelo método CEM, alunos de escolas particulares apresentaram notas maiores em ciências da natureza e matemática ao nível de significância de 1%, mas as diferenças foram de apenas 1,3% e 1,2% sobre as notas médias de controle, respectivamente. Estes resultados modestos indicam que o tipo de rede em si não aparenta diferenciar de forma significativa o desempenho dos alunos, controlando pela renda e por outras covariadas individuais e familiares.

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