Essays on Economics of Education: Racial Inequality, Social Norms, and Childcare Impact on Schooling

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Autores

Portella, Alysson Lorenzon

Co-orientadores

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Tipo de documento

Tese

Data

2021

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Resumo

Esta tese é composta de três capítulos. O primeiro investiga a dinâmica da desigualdade racial na formação de capital humano no Brasil usando dados que seguem crianças do seu nascimento até os 22 anos de idade. São documentadas desigualdades raciais no nasci mento, em anos de escolaridade e habilidades socioemocionais. Condicional à escolaridade prévia e outros controles, os hiatos raciais aos 11 e 15 anos de idade são significativos, mas não aos 18 e 22 anos, evidencia de que o hiato é formado cedo na vida. Também são documentados os hiatos raciais em escolaridade entre indivíduos com maior chance de entrar na universidade. Entre eles há um hiato racial aos 22 anos de idade, o que sugere que crianças negras em melhor situação socioeconômica ainda enfrentam desafios para entrar na faculdade. O segundo capítulo investiga a relação entre notas e status social no Brasil, como ela difere entre os grupos raciais e qual a associação entre desempenho acadêmico e identificação racial. Há uma relação positiva entre notas e status social entre alunos não-brancos. Essa correlação é resultados principalmente de uma relação positiva entre notas de indivíduos não-brancos e seus colegas brancos. Também é encontrada uma relação positiva entre alu nos brancos e seus colegas brancos, mas não com colegas negros. Em relação a identidade racial, há apenas uma associação fraca entre desempenho e a chance de se classificar como moreno. Entre alunos do Ensino Médio, meninas e em salas com pequena proporção de brancos, “boas notas embranquecem”. No terceiro capítulo é estimado o impacto de créches na escolaridade no Brasil. Diferenças na cobertura de créches entre municípios e no tempo são usadas como fonte de variação na exposição à educação infantil. São usadas duas estratégias empíricas. Na primeira, as crianças são agregadas em coortes de acordo com seu ano e município de nascimento, avaliando como a cobertura de créches afeta a escolaridade média da coorte aos 9 anos de idade. No segundo estudo são usados dados a nível das crianças para estimar o impacto de frequentar créche aos 3 anos de idade na escolaridade futura, utilizando a cobertura de créche no município e ano de nascimento como instrumento para matrícula na educação infantil. Os resultados são sensíveis à especificação utilizada e na melhor das hipóteses créches têm apenas um impacto pequeno positivo. Porém, na maioria dos modelos o impacto estimado é nulo ou mesmo negativo. Os resultados indicam que a expansão de créches no Brasil ocorreu sem uma melhora concomitante na qualidade ou sem focalizar as crianças que mais se beneficiariam dele.

Palavras-chave

Educação; Desigualdade Racial; Embranquecimento; Educação Infantil

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Idioma

Inglês

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Membros da banca

Ponczek, Vladimir
Estevan, Fernanda Gonçalves De La Fuente

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Ciências Sociais Aplicadas

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