Análise da estabilidade do risco sistemático no mercado brasileiro
Autores
Passos, Bruno Caio Fernandes
Orientador
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2012
Resumo
Este trabalho apresenta um estudo sobre a estabilidade do risco sistemático antes e após 2008, a fim de estudar o efeito da crise financeira de 2008 sobre o comportamento do beta no mercado brasileiro. O estudo da estabilidade do Beta é de fundamental importância na determinação da taxa de retorno exigida por um investidor dado o risco de um ativo. Portanto, ao se aprofundar nos efeitos pós-crise sobre a estabilidade do risco sistemático no mercado brasileiro, pretende-se identificar se houve ou não uma mudança no Beta dos ativos no Brasil após 2008 e identificar em que proporção essa mudança ocorreu. Ainda, será verificado como a crise financeira afetou os betas de diferentes setores na economia brasileira, tais como os setores de materiais básicos, bens de consumo não duráveis, financeiro, industrial e serviços públicos. Para isso, o período analisado foi separado em duas partes, sendo a primeira compreendida entre janeiro de 2004 e dezembro de 2007 e a segunda entre janeiro de 2008 e dezembro de 2011. Os resultados mostraram que as médias dos betas das carteiras do primeiro período eram estatisticamente diferentes daquelas observadas no segundo período, implicando numa mudança do risco sistemático no período analisado. Demonstrou-se então que as carteiras apresentaram um aumento no nível do risco sistemático. Ou seja, conforme Chudik e Fratzscher (2011), os ativos analisados sofreram com a maior aversão ao risco, em especial nos países emergentes, desengatilhada pela crise financeira global, o que levou a um aumento generalizado em seus riscos sistemáticos.
Palavras-chave
Finanças; Econometria; Quebra estrutural; Mercado financeiro; Risco sistemático; Crise financeira
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Idioma
Português