The financial effects of gender discrimination within Brazilian publicly traded firms

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Orientador
Madalozzo, Regina Carla
Co-orientadores
Tipo de documento
Dissertação
Data
2020
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Projetos de Pesquisa
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Fascículo
Resumo
Este estudo explora o tópico da discriminação de gênero dentro das empresas de capital aberto no Brasil entre 2014 e 2017 com o objetivo de compreender seu efeito na performance financeira das empresas. Nossa base de dados é composta pelos dados identificados de empresas e trabalhadores da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), dos demonstrativos de resultados das empresas de capital aberto via Economatica, e os anos de fundação das empresas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Discriminação é calculada conforme três populares metodologias na literatura – Kitagawa-Oaxaca-Blinder, modelo de Propensão com Matching e um teste de mercado de gênero que utiliza a proporção de mulheres nas empresas como proxy para discriminação – para sua posterior regressão pelos dados financeiros das empresas – lucro operacional e crescimento em vendas. Resultados confirmam um comportamento discriminatório existente no mercado de capital aberto do Brasil conforme todas as metodologias. Apesar do valor discriminatório apresentar tendência decrescente ao longo dos anos, como as características produtivas das mulheres evoluíram em ritmo mais acelerado, a discriminação aumentou sua representatividade na causa relacionada à diferença de salário entre os genêros, sendo responsável por mais de um quarto deste comportamento. Resultados indicam uma relação negativa entre discriminação e lucratividade, em que mais de uma metodologia utilizada para calcular discriminação atesta relação estatística com lucro operacional. As relações são mantidas quando métodos de controle para endogeneidade são testados. Tais resultados sugerem que empresas do mercado de capital aberto no Brasil que buscarem um ambiente de maior diversidade de gênero devem se beneficiar de maior lucratividade. Finalmente, o estudo também indica que a liderança feminina pode ser forte mecanismo para se diminuir a discriminação de gênero nas empresas.

Titulo de periódico
Título de Livro
Idioma
Inglês
Notas
Membros da banca
Pereda, Paula Carvalho
Área do Conhecimento CNPQ
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