A influência do aquecimento do mercado de capitais na saída dos fundos de PE e VC no Brasil e consequentemente na redução do tempo em que investimentos são mantidos em carteira

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Dissertação
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2016
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Resumo
A Literatura internacional contém evidências de que janelas de aquecimento do mercado de capitais aumentam a probabilidade de saída de investimento de Private Equity e Venture Capital, reduzindo consequentemente o Holding Period. Existe o risco de que isso faça com que o gestor do fundo encurte o tempo ótimo que se deveria manter a empresa em sua carteira para gerar uma melhora de governança, profissionalização e implementação de criação de valor sustentável, não sendo ideal para as empresas investidas ou para os investidores do fundo. Seria esperado que essa relação fosse mais intensa no Brasil, dada a menor intensidade e frequência de momentos de aquecimento no mercado de capital (Hot Markets). Apesar da importância do PE e VC como a classe de ativos com maior expansão no mercado brasileiro, atingindo mais R$ 100 bilhões de ativos sob gestão em 2014 e participação de 45% dos IPOs de 2000 a 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity, ainda são poucos os estudos sobre a indústria e não foi investigada a influência de mercados aquecidos no período de investimento dos fundos de PE e VC. Esse estudo investiga qual a magnitude do impacto das janelas de aquecimento do mercado de capital brasileiro na antecipação de saída por parte dos gestores de PE e VC com base no holding period e controlando por outros fatores que também o influenciam. Ele contribui com a literatura e a prática da indústria, trazendo informações importantes para investidores e gestores tomarem decisão quanto a investimentos nessa classe de ativo no Brasil, especialmente quanto à liquidações de investimentos. A análise partiu da base de dados Spectra Insper, com investimentos realizados por fundos de Private Equity entre julho de 1994 e março de 2015 no Brasil a partir de informações de Private Placement Memoranda. A metodologia adotada foi o modelo hazard semiparamétrico proporcional de Cox. Os resultados indicam que os gestores antecipam a saída em momentos de aquecimento de mercado, aumentado a taxa de saída de 2 a 3 vezes em relação a momentos de não aquecimento.

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Português
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