Stakeholder Governance and Decision-Making: Dealing with Preference Heterogeneity and Uncertainty
N/D
Autores
Freire, Vitor de Barros Santos
Orientador
Co-orientadores
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Tipo de documento
Tese
Data
2024
Resumo
This dissertation examines mechanisms of strategic stakeholder governance, advancing the understanding of how firms can incorporate diverse stakeholder perspectives in high-level strategic decision-making forums such as corporate boards. Central to this research objective is the understanding that value creation demands governance structures that reconcile heterogeneous stakeholder interests and, at the same time, deal with potentially escalating decision-making costs and promote adaptation to changing circumstances. The dissertation is comprised of three chapters examining the nuanced challenges and mechanisms concerning corporate boards, blending theoretical propositions and empirical testing using laboratory experimental methods. The initial chapter presents a decision-based theory of stakeholder governance. It explores the interplay between stakeholder engagement and decision rights allocation within corporate boards, when facing contingencies like the boundaries on stakeholder claims (the extent of stakeholders' interests considered) and the nature of the decision problem under consideration. The chapter follows a comparative organizational analysis and examines different governance patterns that fit these contingencies to propose a combination of aspects related to the allocation of decision rights, corporate objectives, and deliberation mechanisms aligned with the contingencies to facilitate decision-making and adaptation, resulting in a theory of stakeholder governance explaining the arrangement of decision-making forums to accommodate distinct stakeholder demands. The second chapter empirically examines a specific mechanism of board decision-making under uncertainty. The research investigates conditions in which boards tend to make choices that avoid negative externalities and safeguard vulnerable stakeholders. The chapter tests the hypothesis that when facing uncertain outcomes and divergent opinions, boards following a unanimous rule for decision tend to opt for choices that mitigate negative externalities over higher financial gains. The experimental results show that, under such conditions, boards have a surprisingly strong preference for the alternative that avoids negative externalities, even when it entails lower financial results. The chapter then investigates the factors leading the boards to adopt such a cautious attitude and argues that besides an increased perception of uncertainty in groups, the critical influence of the unanimity rule is likely a main factor. The final chapter, then, delves into the comparative effects of the unanimity rule in comparison with the widely adopted majority decision rule. This chapter builds upon the same behavioral mechanisms discussed in the second chapter and examines the trade-offs between adopting a unanimity rule versus a majority vote. Experimental results show that unanimity enhances the board's tendency towards precautionary decisions and also increases confidence in the collective decision, yet it also necessitates more deliberation efforts. The extra efforts can complicate decision-making in business environments that require prompt decisions, suggesting a critical trade-off between inclusive decision-making and swift decision-making. In sum, this dissertation sheds light on the intricate balance between managing heterogeneous stakeholder demands and dealing with the decision-making costs that emerge when their multiple demands are considered. It offers valuable insights into how governance structures can be designed to manage the tensions between diverse stakeholder interests, the decision-making costs of considering diverse interests, and the need for adaptation in changing business landscapes. The findings underscore the importance of considering both the necessity of inclusiveness regarding stakeholders' interests and the decision-making costs permeating deliberation mechanisms. This dissertation therefore contributes to the evolving literature on stakeholder governance by examining decision-making processes, their underlying theoretical determinants, and the mechanisms that decision-making forums may adopt to reconcile multiple stakeholder demands.
Esta tese examina mecanismos de governança estratégica de stakeholders, avançando na compreensão de como as empresas podem incorporar perspectivas de diversos stakeholders em fóruns de decisão estratégica de alto nível, como os conselhos administrativos. Central para a discussão é a compreensão de que a criação de valor exige estruturas de governança que reconciliem interesses de stakeholders heterogêneos e, ao mesmo tempo, lidem com custos de tomada de decisão potencialmente crescentes enquanto promovem a adaptação às mudança no ambiente. A dissertação é composta por três capítulos que examinam os desafios e mecanismos complexos relacionados aos conselhos administrativos, combinando proposições teóricas e testes empíricos utilizando métodos experimentais de laboratório. O capítulo inicial apresenta uma teoria baseada em decisões sobre a governança de stakeholders. Explora a interação entre engajamento de stakeholders e alocação de direitos de decisão dentro dos conselhos administrativos, ao lidar com contingências como os as fronteiras das reivindicações dos stakeholders (a extensão dos interesses dos stakeholders considerados) e a natureza do problema de decisão. O capítulo desenvolve uma análise organizacional comparativa e examina diferentes padrões de governança que se adequam a essas contingências para propor uma combinação de aspectos relacionados à alocação de direitos de decisão, objetivos corporativos e mecanismos de deliberação alinhados às contingências para facilitar a tomada de decisão e a adaptação, resultando em uma teoria de governança de stakeholders que explica o arranjo de fóruns de tomada de decisão para acomodar demandas distintas. O segundo capítulo examina empiricamente um mecanismo específico de tomada de decisão estratégica em conselhos a partir de condições de incerteza. A pesquisa investiga as condições nas quais os conselhos tendem a fazer escolhas que evitam externalidades negativas e protegem stakeholders vulneráveis. O capítulo testa a hipótese de que, ao enfrentar resultados incertos e opiniões divergentes, conselhos que seguem uma regra de unanimidade para decisão tendem a optar por escolhas que mitigam externalidades negativas em vez de maiores ganhos financeiros. Os resultados experimentais mostram que, nessas condições, os conselhos têm uma preferência surpreendentemente forte pela alternativa que evita externalidades negativas, mesmo quando isso implica em resultados financeiros inferiores. O capítulo, então, investiga os fatores comportamentais que levam os conselhos a adotar essa atitude cautelosa e argumenta que, além de uma percepção aumentada de incerteza nos grupos, a influência da regra de unanimidade é provavelmente um fator principal. O capítulo final, então, mergulha nos efeitos comparativos da regra de unanimidade em comparação com a regra de decisão por maioria, amplamente adotada em conselhos. Este capítulo baseia-se nos mesmos mecanismos comportamentais discutidos no segundo capítulo e examina os trade-offs entre adotar uma regra de unanimidade versus uma votação por maioria. Os resultados experimentais mostram que a unanimidade aumenta a tendência do conselho para decisões precaucionárias e também aumenta a confiança na decisão coletiva, mas também exige mais esforços de deliberação. Os esforços extras podem complicar a tomada de decisão em ambientes empresariais que exigem decisões rápidas, sugerindo um trade-off crítico entre a tomada de decisão inclusiva e a tomada de decisão ágil. Em suma, esta tese lança luz sobre o intricado equilíbrio entre gerenciar demandas heterogêneas dos stakeholders e lidar com os custos de tomada de decisão que emergem quando suas múltiplas demandas são consideradas. Oferece-se insights valiosos sobre como as estruturas de governança podem ser projetadas para gerenciar as tensões entre interesses diversos dos stakeholders, os custos de tomada de decisão ao considerar interesses diversos e a necessidade de adaptação em cenários empresariais em mudança. As discussões destacam a importância de considerar tanto a necessidade de considerar os diversos interesses dos stakeholders quanto os custos de tomada de decisão envolvido nos mecanismos de deliberação. Portanto, esta dissertação contribui para a recente literatura sobre governança de stakeholders, examinando os processos de tomada de decisão, seus determinantes teóricos subjacentes e os mecanismos de deliberação que fóruns de tomada de decisão podem adotar para reconciliar múltiplas demandas dos stakeholders.
Esta tese examina mecanismos de governança estratégica de stakeholders, avançando na compreensão de como as empresas podem incorporar perspectivas de diversos stakeholders em fóruns de decisão estratégica de alto nível, como os conselhos administrativos. Central para a discussão é a compreensão de que a criação de valor exige estruturas de governança que reconciliem interesses de stakeholders heterogêneos e, ao mesmo tempo, lidem com custos de tomada de decisão potencialmente crescentes enquanto promovem a adaptação às mudança no ambiente. A dissertação é composta por três capítulos que examinam os desafios e mecanismos complexos relacionados aos conselhos administrativos, combinando proposições teóricas e testes empíricos utilizando métodos experimentais de laboratório. O capítulo inicial apresenta uma teoria baseada em decisões sobre a governança de stakeholders. Explora a interação entre engajamento de stakeholders e alocação de direitos de decisão dentro dos conselhos administrativos, ao lidar com contingências como os as fronteiras das reivindicações dos stakeholders (a extensão dos interesses dos stakeholders considerados) e a natureza do problema de decisão. O capítulo desenvolve uma análise organizacional comparativa e examina diferentes padrões de governança que se adequam a essas contingências para propor uma combinação de aspectos relacionados à alocação de direitos de decisão, objetivos corporativos e mecanismos de deliberação alinhados às contingências para facilitar a tomada de decisão e a adaptação, resultando em uma teoria de governança de stakeholders que explica o arranjo de fóruns de tomada de decisão para acomodar demandas distintas. O segundo capítulo examina empiricamente um mecanismo específico de tomada de decisão estratégica em conselhos a partir de condições de incerteza. A pesquisa investiga as condições nas quais os conselhos tendem a fazer escolhas que evitam externalidades negativas e protegem stakeholders vulneráveis. O capítulo testa a hipótese de que, ao enfrentar resultados incertos e opiniões divergentes, conselhos que seguem uma regra de unanimidade para decisão tendem a optar por escolhas que mitigam externalidades negativas em vez de maiores ganhos financeiros. Os resultados experimentais mostram que, nessas condições, os conselhos têm uma preferência surpreendentemente forte pela alternativa que evita externalidades negativas, mesmo quando isso implica em resultados financeiros inferiores. O capítulo, então, investiga os fatores comportamentais que levam os conselhos a adotar essa atitude cautelosa e argumenta que, além de uma percepção aumentada de incerteza nos grupos, a influência da regra de unanimidade é provavelmente um fator principal. O capítulo final, então, mergulha nos efeitos comparativos da regra de unanimidade em comparação com a regra de decisão por maioria, amplamente adotada em conselhos. Este capítulo baseia-se nos mesmos mecanismos comportamentais discutidos no segundo capítulo e examina os trade-offs entre adotar uma regra de unanimidade versus uma votação por maioria. Os resultados experimentais mostram que a unanimidade aumenta a tendência do conselho para decisões precaucionárias e também aumenta a confiança na decisão coletiva, mas também exige mais esforços de deliberação. Os esforços extras podem complicar a tomada de decisão em ambientes empresariais que exigem decisões rápidas, sugerindo um trade-off crítico entre a tomada de decisão inclusiva e a tomada de decisão ágil. Em suma, esta tese lança luz sobre o intricado equilíbrio entre gerenciar demandas heterogêneas dos stakeholders e lidar com os custos de tomada de decisão que emergem quando suas múltiplas demandas são consideradas. Oferece-se insights valiosos sobre como as estruturas de governança podem ser projetadas para gerenciar as tensões entre interesses diversos dos stakeholders, os custos de tomada de decisão ao considerar interesses diversos e a necessidade de adaptação em cenários empresariais em mudança. As discussões destacam a importância de considerar tanto a necessidade de considerar os diversos interesses dos stakeholders quanto os custos de tomada de decisão envolvido nos mecanismos de deliberação. Portanto, esta dissertação contribui para a recente literatura sobre governança de stakeholders, examinando os processos de tomada de decisão, seus determinantes teóricos subjacentes e os mecanismos de deliberação que fóruns de tomada de decisão podem adotar para reconciliar múltiplas demandas dos stakeholders.
Palavras-chave
governança de stakeholders; governança corporativa; governança de problemas complexos; conselho administrativo; decision-making mechanisms; mecanismos de tomada de decisão; stakeholder governance; corporate governance; complex problem governance; board of directors
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Idioma
Inglês
Notas
Membros da banca
Saes, Maria Sylvia Macchione
Gama, Marina Amado Bahia
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CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO::ADMINISTRACAO DE EMPRESAS
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