When labor-based parties gain businesses’ trust: the case of Brazil’s Workers’ Party
Autores
Lopes, Victor Hugo Almeida
Orientador
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2022
Resumo
Desde os processos de liberalização nas décadas de 80 e 90, elites financeiras e empresariais conseguem constranger partidos trabalhistas eleitos na América Latina a tentar buscar uma agenda econômica pró-mercado, assim comprometendo sua capacidade e incentivos de oferecer benefícios a seus eleitores tradicionais. No entanto, a implementação de políticas pró-negócios pelos partidos trabalhistas não depende apenas das pressões impostas pelos mercados internacionais de capitais, mas também é uma função da interação entre as elites partidárias e as suas bases. Assim, a forma como um partido se organiza desempenha um papel crucial nesse contexto, pois determina a alocação de barganha entre os dois. Meio a isso, este artigo, por meio de revisão bibliográfica e process-tracing, analisa o caso do Partido dos Trabalhadores no Brasil e as tentativas de Lula de conquistar a confiança do setor empresarial em seu primeiro mandato como presidente (2003-2006), comparando-o com outros casos semelhantes na América Latina. Como resultado, encontramos evidências de que, quando o partido do presidente tem fortes laços com movimentos sociais organizados, ao mesmo tempo em que concede autonomia às suas lideranças, o governo é mais propenso a optar pela ortodoxia de mercado, uma vez que as bases detêm menos poder.
Palavras-chave
mobilidade de capitais; organização partidária; Lula; Partido dos Trabalhadores; Brasil
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Idioma
Inglês
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