Fundos imobiliários que cobram taxas de performance são mais rentáveis?
Autores
Elias, Pedro Emanuel de Carvalho Britto
Orientador
Co-orientadores
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Tipo de documento
Trabalho de Conclusão de Curso
Data
2017
Resumo
Com aproximadamente dez anos dês de seu primeiro momento de captação e crescimento robusto, a indústria de fundos imobiliários brasileira ainda apresenta características embrionárias, e ampla oportunidade de expansão e diversificação. Interrompida pela recessão econômica, a retomada de seu crescimento se torna inevitável em um ambiente de redução de taxa de juros e recuperação de condutores de rentabilidade imobiliária, como a menor vacância e o maior preço do aluguel por metro quadrado. Nesse contexto, em termos gerais, este trabalho procura estudar o universo de investimentos em fundos imobiliários, para possivelmente identificar quais produtos oferecem o melhor retorno ao cotista. Em particular, o estudo procura entender se os fundos que cobram taxa de performance apresentam, em média, retornos superiores aos que não possuem a taxa. Utilizando uma base de dados dos fundos que compõe o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), foram realizadas regressões em cross-section para testar a relevância de uma variável de taxa de performance para o retorno total dos fundos, considerando o reinvestimento de dividendos distribuídos. A conclusão foi pautada em cima dos resultados dos testes-t, considerando o retorno no ano, retorno de 12 meses e retorno de 36 meses para 3 divisões diferentes da amostra inicial. Foi observado que, para as categorias de tipo de ativo sob gestão que incluíam ao menos um fundo com taxa de performance, a mesma não exercia influência significante sobre o retorno dos fundos. Em outras palavras, a taxa de performance não originou incentivos para que uma gestão ativa da carteira imobiliária gerasse consistentemente um retorno líquido superior a uma gestão passiva.
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Idioma
Português