Dissertação de Mestrado
URI permanente desta comunidadehttps://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/3237
Navegar
5 resultados
Resultados da Pesquisa
Dissertação Como a pandemia do Covid-19 impactou a liquidez das empresas brasileiras?(2021) Silva, Rafael AlencarO objetivo é analisar como as empresas brasileiras reagiram ao impacto da pandemia de Covid-19. Aplica-se técnica econométrica de dados em painel dinâmico, para uma amostra de 292 empresas em um total de 18 trimestres, cobrindo o período do primeiro trimestre de 2017 ao segundo trimestre de 2021. Como resultado preliminar identificamos que as empresas tomaram empréstimo de longo prazo para manter em caixa por motivo de precaução o que corrobora com a literatura. O estudo também contribui com discussão da extensão do impacto da pandemia do Covid-19 nas empresas brasileiras. O presente estudo mostra que diante da incerteza as empresas buscaram um caixa que desse flexibilidade financeiramente.Dissertação A influência de vieses cognitivos para justificar mau comportamento no trânsito.(2021) Issei, Eduardo de ArrudaEste trabalho busca demonstrar que a Economia Comportamental pode explicar decisões consideradas “irracionais” pela Teoria Econômica Clássica. O campo de estudo aqui foca nas decisões que motoristas tomam quando conduzem seus veículos. Custos de tomadas de decisão nos forçam a utilizar heurísticas para decisões rápidas que são constantemente necessárias quando dirigimos. Quando as heurísticas falham ou estamos sujeitos a vieses comportamentais, apresentamos desvios de engajamento moral que por sua vez pioram ainda mais o comportamento de direção do motorista. Buscamos então montar um modelo econométrico que explicasse a relação entre fatores demográficos e o instrumento de desengajamento moral (EJM) para explicar o comportamento através do instrumento Driver Behavior Questionnaire (DBQ). Nossos resultados mostram significância estatística na influência de jovens e homens nas justificativas de transgressões de trânsito e como essas transgressões explicam mau comportamento ao dirigir.Dissertação Como a incerteza gerada pela pandemia da covid-19, afeta o comportamento de compras da indústria: o caso de uma empresa do setor de alimentos(2021) Medeiros, Rogério deO cenário de pandemia global, no início de 2020, materializado em decorrência do surgimento da “COVID-19” (ou SARS-CoV-2, popularmente chamada de ‘Coronavírus’), impôs uma série de restrições a toda a população com a decretação de lockdown (fechamento ou restrição de acesso aos mais diversos estabelecimentos como escolas, restaurantes, cafés, academias, dentre outros) e necessidade do distanciamento social, gerando nas pessoas a necessidade da busca por novas formas de acessá-los. Isso tudo obrigou as empresas a se adequarem e a ampliarem o formato de oferta dos seus produtos e serviços. A reboque da pandemia, com o desconhecimento dos seus impactos e consequências, veio a incerteza, que afetou diretamente as mais diversas cadeias de suprimentos, assim como todas as empresas nelas inseridas. Enquanto essas cadeias enfrentavam interrupções significativas a montante (upstream), interrupções significativas eram causadas também à jusante (downstream), decorrentes de fatores como, por exemplo, compras em pânico, ocasionando estoques de alimentos em excesso. A partir disto, e como um efeito indireto dessas interrupções de fornecimento das cadeias de suprimentos, o comportamento de compras da indústria também acabou sendo impactado. Desta forma, este estudo tem como objetivo geral responder como a incerteza gerada pela pandemia, e a pandemia em si, afetaram o comportamento de compras da indústria: o tamanho dos pedidos, a frequência de pedidos e o mix de pedidos de compras realizadas pela indústria de alimentos. Para responder a essas questões, se fez uso de uma base de dados secundários de uma empresa pertencente ao setor de alimentos que atua no mercado brasileiro, posicionada a montante dessa cadeia de suprimentos, através de um estudo empírico e quantitativo. O método estatístico aqui utilizado é a regressão múltipla em painel, considerando todas as vendas realizadas para o mercado interno, no período correspondido pelos meses de março a dezembro de 2019, sem pandemia, e de março a dezembro de 2020, com pandemia, totalizando vinte meses de observações. Os resultados obtidos indicam que, em períodos de maior incerteza, os clientes ficam mais reticentes em fazer compras, a ponto de quando as fazem, fazem em tamanhos menores. Por outro lado, verificou-se que em períodos de maior incerteza os clientes recebem um estímulo de comprar em uma quantidade maior de vezes (maior frequência de compras). Contudo, olhando para no mix de pedidos, verificou-se que este não foi afetado pela incerteza. Por fim, pode-se afirmar que a pandemia modera a relação entre a incerteza e o tamanho, a frequência e o mix de pedidos de compras realizadas por seus clientes.Dissertação Como a Crise Causada pelo Coronavírus Impactou a Rentabilidade dos Bancos Brasileiros.(2021) Fernandes, Marcella Magda de Abreu AndradeO objetivo deste trabalho foi entender os impactos da crise causada pelo COVID-19 na rentabilidade dos bancos e se estes impactos foram maiores nos bancos menores em relação ao bancos maiores. A principal contribuição deste estudo é acrescentar à literatura vigente sobre os impactos de crises no setor bancário e as oscilações ocasionadas por esta nova pandemia, sobre a qual ainda há poucos estudos realizados. Para atingir este objetivo, foi estudada a rentabilidade dos bancos brasileiros no período de janeiro/2016 a março/2021, o que inclui a análise do impacto da crise causada pelo COVID-19 e como esse impacto é moderado pelo tamanho do banco, utilizando modelo de regressão com dados em painel dinâmico estimado via GMM por Arellano-Bond. Em relação às hipóteses estudadas, os resultados confirmam que a crise causada pelo coronavírus diminuiu a rentabilidade dos bancos, conforme previsto pela literatura estudada, porém foi verificado um impacto mais intenso na rentabilidade a medida que o tamanho do banco aumenta. Possíveis motivos para tanto são a migração dos clientes para bancos menores durante a pandemia, aumento do número de fintechs com mix de produtos diferenciados, aumento das provisões de crédito necessárias para cobrir os riscos de inadimplências maiores para os grandes bancos, impactos dos descumprimentos dos contratos empréstimos sem garantias por parte de negócios que faliram durante a crise, também maiores para os bancos grandes, e queda no valor de filiais afetando principalmente os bancos maiores.Dissertação Análise dos questionários de avaliação do perfil de investidor utilizados no Brasil(2021) Zordan, Luiz Augusto CaldartO presente trabalho consiste na análise de respostas fornecidas aos questionários de Análise de Perfil do Investidor (API) utilizados por três importantes instituições financeiras que distribuem produtos de investimento para Investidores de Varejo no Brasil e estão submetidas à Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nº 539. Adicionalmente, o questionário ‘Nova API’, proposto por Deccax (2020), integrou a análise. A análise dos questionários consistiu na aplicação de técnicas de análise fatorial exploratória (AFE) às quatrocentas respostas obtidas através de um formulário de pesquisa que consolidava os quatro APIs analisados. Foram cinquenta e cinco questões encaminhadas para milhares de indivíduos potencialmente consumidores de produtos de investimento no Brasil. A relevância do presente trabalho se mostra nas conclusões das principais referências teóricas. A eficácia da regulação atual (ICVM nº 539) é questionável vis-à-vis as práticas dos distribuidores e compromete a adequação, a forma como o investidor toma decisões de investimento pode levá-lo a decisões não adequadas , a assimetria de informação existente entre investidor e o distribuidor permite que conflitos de interesse comprometam a adequação e as consequências para as finanças dos investidores decorrentes do conflito de interesse que emerge na relação investidor-distribuidor colocam o investidor em um arcabouço perverso para a tomada de decisão de investimento. Dentre as conclusões do presente trabalho estão: (1) a necessidade de atribuição de maior relevância para o conhecimento e experiência de um investidor quando for medida sua capacidade de assunção de riscos; (2) Atribuir aos questionários questões como capacidade de identificar a forma de pensar do respondente – dominância de racionalidade ou de intuitividade – seria de grande valia para a acurácia da oferta de produtos e serviços de investimentos.
