Dissertação de Mestrado

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    Expansão das fintechs e o impacto na rentabilidade dos bancos brasileiros
    (2022) Rangel, Frederico Chagas
    O objetivo desta pesquisa foi modelar como a expansão financeira das fintechs de crédito e a digitalização do setor bancário impactaram a rentabilidade dos bancos comerciais. Este estudo utiliza amostras de demonstração financeira de 85 instituições bancárias, demonstração financeira agregada das fintechs de crédito e dados da quantidade de transações via smartphones como proxy para a expansão da digitalização do setor no período de março/2011 a junho/2021. Foram aplicadas técnicas de estimação de painel dinâmico via Método Generalizado dos Momentos (GMM) em sistemas para avaliar o comportamento dos parâmetros obtidos na rentabilidade. Os modelos obtidos indicam significância estatística no aumento da rentabilidade dos bancos comerciais com a expansão das fintechs em quantidade, tamanho e, também, sobre a proxy de digitalização do setor com as transações via smartphone. Houve aumento da eficiência operacional no período, possível explicação do impacto positivo para os bancos comerciais com a expansão destes novos players, uma vez que o setor se beneficia em economias de rede. Já a expansão dos ativos líquidos de curto prazo como depósitos e investimentos indicaram impacto negativos para a rentabilidade dos bancos comerciais. Possíveis motivos para o resultado obtido são a competição pelos mesmos clientes entre bancos comerciais e fintechs de crédito sugerido pelo impacto negativo da liquidez destes novos players e a diminuição dos padrões de risco de crédito no período de estudo. Houve crescimento de crédito, porém sua qualidade diminuiu com o aumento das provisões para riscos de inadimplência, enquanto a eficiência operacional aumentou em linha com o esperado dado a digitalização do setor.
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    Investimento em fintechs: fatores aceleradores de financiamento no mercado de venture capital e private equity
    (2022) Souza, Matheus Linhares Barros de
    O sistema financeiro global tem sido transformado pelo avanço tecnológico e pela mudança constante no padrão de consumo, criando um ambiente favorável para o crescimento de empresas que entregam produtos financeiros por meio da tecnologia, as chamadas Empresas de Tecnologia do Ramo Financeiro (FinTechs). Porém, é crucial que essas empresas captem recursos para sobreviverem aos primeiros anos de fluxo de caixa negativo, então, torna-se fundamental entender os mecanismos de financiamento e os fatores que o impactam para entender o progresso desse mercado. Neste trabalho, foi realizada uma análise estatística utilizando o modelo de sobrevivência, analisando 10.367 empresas ao redor de 50 países de 2015 a 2022 para melhor entender como as características dos países e o nível de desenvolvimento de seus mercados contribuem para o recebimento de investimentos iniciais de Venture Capital e Private Equity. Foi observado que uma empresa fundada em um país emergente, por mais de um fundador, com alto índice de desenvolvimento econômico e menos de três anos de fundação têm maiores chances de receber seu primeiro financiamento VC/PE e, nos últimos três anos, gestores de fundos de investimentos tiveram preferência em investir em menos empresas, sugerindo aportes maiores por rodada.
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    Dissertação
    Efeitos de longo prazo da política fiscal e do nível de rentabilidade na produtividade total dos fatores: o caso europeu
    (2022) Rodrigues, Caio Angelini
    A teoria endógena do crescimento aponta que o aumento da produtividade total dos fatores (TFP) é um determinante central na obtenção de crescimento sustentável de longo prazo. A literatura exposta neste trabalho cita como causa da desaceleração e queda da produtividade em diversas economias a queda da rentabilidade das firmas e também as configurações adversas de política fiscal adotadas. Pretende-se expor as razões da queda persistente da produtividade através da análise da perda de rentabilidade e pela influência de impostos distorcivos e despesas não produtivas, essas últimas definidas segundo arcabouço teórico de Gemmell e Kneller (2003). Feita a fundamentação teórica, será desenvolvido um conjunto de modelos de longo prazo em painel de efeitos fixos para explicar a produtividade em 26 economias europeias, divididas entre desenvolvidas e emergentes, durante o período compreendido entre 2000 e 2019, através da evolução da taxa real interna de retorno e pelo comportamento das rubricas governamentais de despesa e arrecadação. Nas economias desenvolvidas, o estudo revela a queda na taxa interna real de retorno apresenta efeitos deletérios na produtividade e também demonstra que a produtividade pode ser melhor explicada pelas variação das variáveis fiscais desagregadas do que pela variação volume de agregado de despesas e da carga tributária. Se demonstra adicionalmente que os gastos apresentaram maior poder explicativo do que os impostos. Para os países emergentes a modelagem não obteve poder conclusivo, o que sugere que o processo de convergência da produtividade destas economias tenha como causa raiz a evolução de outras variáveis não abordadas neste estudo.
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    Dissertação
    Mensuração do Value at Risk de uma carteira de ações em períodos de crise
    (2022) Giraldi, Juliana Fores
    Ao longo dos últimos anos, podemos ver um apelo generalizado por um melhor gerenciamento dos riscos financeiros enfrentados pelas empresas, sendo necessário a adoção de estratégias mais contundentes para sobreviverem aos diversos efeitos ocasionados por esses riscos. Esse assunto torna-se cada vez mais relevante no mercado, dada a sofisticação e aumento da complexidade das operações financeiras e pelos efeitos das crises financeiras globais que expõem as instituições a diferentes riscos que prejudicam o mercado como um todo. Ferramentas que minimizam eventuais perdas financeiras quando bem geridas podem proporcionar maior competitividade para as organizações, gerando maior valor agregado e crescimento sustentável. Com isso, o trabalho avalia a capacidade preditiva dos riscos em períodos de crise comparando as metodologias tradicionais para cálculo do Value at Risk (VaR) com o método de VaR baseado na Teoria dos Valores Extremos (EVT), em uma carteira de ações que representa o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). A fim de comparar os respectivos desempenhos dos diferentes modelos a um nível de confiança, aplicou-se o backtesting, provando que o modelo baseado na Teoria dos Valores Extremos fornece previsões mais adequadas para a série do Ibovespa
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    Dissertação
    A flexibilidade financeira e os determinantes da estrutura de capital: uma análise para as companhias abertas em bolsa entre 2005 e 2020
    (2021) Passalini Neto, Melcirio Almeida
    Na literatura recente, há um número crescente de trabalhos levando em consideração a flexibilidade financeira de uma empresa como fator importante na sua estrutura de capital. Entretanto, poucas são as aplicações através de dados em painel. Desta forma, este trabalho analisa os determinantes da estrutura de capital de 289 empresas brasileiras abertas em bolsa negociadas na B3 e abrange 16 anos de dados. O objetivo principal é analisar a influência da flexibilidade financeira sob três critérios: pagamento de dividendos, tamanho e ativo total. Através de modelos de regressão econométricos, pode-se inferir que não há evidências a favor da relação entre alavancagem e flexibilidade tão negativamente relacionados à alavangem
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    Dissertação
    Uma análise do crescimento de empresas do setor de tecnologia durante a quarta revolução industrial.
    (2021) Wispel, Priscila Cezarini
    Com a chegada da quarta revolução industrial, novas tecnologias propiciaram grandes mudanças nos modelos de negócio, impulsionando a modernização e a transformação digital de várias empresas e segmentos para se adequarem aos novos tempos. O presente trabalho investiga se o setor de tecnologia da informação no período de 2013 a 2020 cresceu a taxas superiores do que os demais ramos do mercado. Para desenvolver este estudo, foi utilizado dados de 72 empresas brasileiras e 1358 firmas americanas coletados da base de dados Capital IQ. Realiza-se um modelo de regressão por variáveis instrumentais com dados em painel desbalanceado, no qual a variável resposta é a taxa de crescimento anual, a variável explicativa é se a empresa pertence ao setor de tecnologia e as variáveis de controle são idade, dívidas totais/patrimônio líquido, estrutura do capital da empresa (aberto/fechado), payout do ano anterior, EBITDA% do ano anterior e a taxa de crescimento defasada de um ano. Ao agrupar dados dos dois países, conclui-se que o fato da empresa pertencer ao setor de tecnologia da informação não é uma variável significante para explicar a taxa de crescimento, observa-se que a taxa de crescimento defasada de um ano é uma variável significativa para explicar o crescimento. O modelo estatístico proposto foi capaz explicar 5% da variação da taxa de crescimento das empresas quando utilizando a base completa de empresas, e 9% quando se emprega a metodologia de Propensity Score Matching.
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    Dissertação
    Como a Crise Causada pelo Coronavírus Impactou a Rentabilidade dos Bancos Brasileiros.
    (2021) Fernandes, Marcella Magda de Abreu Andrade
    O objetivo deste trabalho foi entender os impactos da crise causada pelo COVID-19 na rentabilidade dos bancos e se estes impactos foram maiores nos bancos menores em relação ao bancos maiores. A principal contribuição deste estudo é acrescentar à literatura vigente sobre os impactos de crises no setor bancário e as oscilações ocasionadas por esta nova pandemia, sobre a qual ainda há poucos estudos realizados. Para atingir este objetivo, foi estudada a rentabilidade dos bancos brasileiros no período de janeiro/2016 a março/2021, o que inclui a análise do impacto da crise causada pelo COVID-19 e como esse impacto é moderado pelo tamanho do banco, utilizando modelo de regressão com dados em painel dinâmico estimado via GMM por Arellano-Bond. Em relação às hipóteses estudadas, os resultados confirmam que a crise causada pelo coronavírus diminuiu a rentabilidade dos bancos, conforme previsto pela literatura estudada, porém foi verificado um impacto mais intenso na rentabilidade a medida que o tamanho do banco aumenta. Possíveis motivos para tanto são a migração dos clientes para bancos menores durante a pandemia, aumento do número de fintechs com mix de produtos diferenciados, aumento das provisões de crédito necessárias para cobrir os riscos de inadimplências maiores para os grandes bancos, impactos dos descumprimentos dos contratos empréstimos sem garantias por parte de negócios que faliram durante a crise, também maiores para os bancos grandes, e queda no valor de filiais afetando principalmente os bancos maiores.
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    Dissertação
    Impactos da direção do mercado acionário e do tamanho do patrimônio na geração de alfa de fundos brasileiros
    (2021) Noguchi, Alexandre
    Este trabalho procura mostrar se o desempenho histórico dos gestores dos 141 maiores fundos de investimentos de ações do Brasil, de gestão ativa, supera o retorno previsto pelo modelo de 3 fatores de Fama e French (1993) ao longo do período de estudo, de 10 anos. Considerando a carteira agregada de fundos de ações ativos, foi verificado que os gestores não conseguem gerar retorno excessivo positivo. Entretanto, individualmente é possível identificar gestores que se destacam em relação à média. Adicionalmente, o trabalho realiza uma análise para verificar se o desempenho desses mesmos fundos sofre influência de altas e de baixas nos preços das ações. Os resultados indicam que a direção do mercado não possui influência no retorno excessivo dos gestores, uma vez que estes não conseguem prever a direção do mercado. Por fim, o estudo verifica se o tamanho do patrimônio dos fundos têm impacto em seu desempenho. Os dados indicam que existe uma relação negativa, que pode ser explicada pelos aportes que gestores com maior rentabilidade histórica recebem, tornando sua gestão menos eficiente. A amostra exclui fundos restritos e exclusivos, assim como aqueles cuja carteira seja composta predominantemente por investimentos no exterior e outros fundos de investimento.
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    Dissertação
    Investigando a influência de priming de imagem de temperatura na tomada de risco
    (2020) Graziani, Eduardo Alexandre
    O desenvolvimento da Economia Comportamental por meio da Teoria do Prospecto evidencia que a tomada de decisão envolvendo risco é influenciada por fatores subjetivos. Desta forma, utilizando princípios e descobertas da teoria do Embodied Cognition e o conceito de priming effect, o presente trabalho teve como objetivo verificar se um priming de imagem que remete à uma temperatura pode interferir na tomada de risco de um indivíduo e se isso ocorre por meio da influência na percepção de risco do indivíduo. A pesquisa foi divulgada pela ferramenta de ambiente online mTurk e realizada utilizando teste de tomada de risco e questionários de percepção de risco e embodied cognition. Por meio da perspectiva da metáfora conceitual do embodied cognition, o “comportamento frio” é um conceito usado para descrever metaforicamente o comportamento racional e deliberado e o “comportamento quente” associado à impulsividade. Observando os resultados dos efeitos sobre a tomada de risco, o priming “frio” teve resultado significativo e esperado, implicando na redução da tomada de risco em relação ao priming “neutro”. O priming “quente”, teve efeito significativo, mas com resultado oposto ao esperado, fazendo com que o indivíduo também reduzisse a tomada de risco em relação ao priming “neutro”. Para os resultados referentes à percepção de risco, não foi verificado efeito de priming de temperatura em nenhuma das condições (quente ou frio). Por consequência dos resultados anteriores, o modelo de mediação foi descartado. Contudo, o efeito priming de temperaturas diferentes da neutra, apontam para uma possibilidade de influência destas imagens de forma subjetiva na tomada de risco do indivíduo, trazendo implicações práticas.
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    Dissertação
    Gestão da Dívida Corporativa: um olhar para as empresas de capital aberto no Brasil de 2010-2019
    (2020) Santos, João Daniel Azevedo Dos
    Este estudo busca compreender o nível de gerenciamento das dívidas corporativas pelas empresas brasileiras de capital aberto entre 2010 a 2019, componente relevante para uma estrutura de capital ideal e como fonte de crescimento. Neste trabalho foi avaliado se as firmas realizam a gestão do seu perfil de endividamento, evitando a concentração de vencimentos em uma mesma faixa de tempo, onde os resultados encontrados sustentam que as empresas locais não demonstram estatisticamente preocupações nas concentrações de vencimentos no momento da contratação de novas dívidas. Adicionalmente, foi verificado se a existência de choques exógenos ao risco de rolagem das dívidas, como a perda do grau de investimento do Brasil em 2015, mudou o comportamento das firmas ao longo do tempo, alterando a dispersão das dívidas como um todo. Os resultados encontrados neste modelo sustentam que as companhias brasileiras possuem uma tendência de maior concentração da dívida no curto prazo, do que o contrário, independentemente da existência ou não de choques observados no período.