Dissertação de Mestrado

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    Impacto das práticas sustentáveis no retorno de ações de empresas brasileiras listadas em bolsa
    (2022) Gomes, Rodrigo da Silveira
    O debate sobre sustentabilidade vem se aprofundando intensamente nos últimos anos. Dada a relevância do tema, é imprescindível que órgãos públicos e privados sejam protagonistas nessa dinâmica. Ainda que não haja um consenso acadêmico sobre aspectos relevantes do tema, os conceitos Environmental, Social and Governance (ESG) já possuem lugar de destaque na realidade diária dos executivos no mundo empresarial. Uma das abordagens para entender esse efeito é analisar se existe prêmio de risco atribuído pelo mercado para a adoção dessas iniciativas. A literatura recente sugere que a adoção de práticas ESG aumenta a percepção de qualidade dos ativos e pode ser critério relevante para a tomada de decisão dos gestores de fundos de investimentos. No entanto, não há na literatura estudos que exploram a relação entre ESG e o retorno das ações das empresas listadas em bolsa. O objetivo primário desse estudo é então preencher esta lacuna da literatura e testar a hipótese de que há uma associação entre o rating ESG das empresas e o respectivo prêmio de risco associado. Através de dados públicos coletados, foram avaliadas 67 empresas de capital aberto no Brasil entre o período de 2013 a 2021. A partir de análise dos dados, foi possível concluir que existe uma relação entre a adoção de práticas ESG o retorno das empresas de capital aberto, porém não há significância estatística em relação ao valor médio do prêmio de risco atribuído pelo mercado de capitais.
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    Dissertação
    O impacto da avaliação e do momento ESG no apreçamento de ações
    (2021) Sverner, Carolina Spindel
    Este artigo investiga se um fator de risco de momento ESG, relacionado à variação da classificação ESG (Environmental, Social and Governance) das empresas, apresenta prêmio de risco positivo e significativo na explicação dos retornos cross section das ações do S&P500. Para isso, criamos um fator Momento ESG (alto momento menos baixo momento) controlado por tamanho, a partir de um portfólio long-short rebalanceado anualmente, seguindo o procedimento empregado por Fama e French (1993). Os resultados apontaram prêmio de risco positivo e significante para o fator de Momento ESG quando estimados via em dois estágios. Esse prêmio, apesar de se manter positivo em todas as regressões, perde significância ao utilizarmos o método dos momentos generalizados (GMM) para a estimação. De forma similar, foi construído um fator ESG, contemplando as notas de forma estática, para validar uma hipótese adicional de que há um prêmio de risco negativo vinculado a esse fator na explicação dos retornos cross section das ações. Os resultados obtidos para o fator ESG indicaram prêmio de risco negativo e significante quando estimados por regressão em dois estágios. Esse prêmio, apesar de se manter negativo na maioria das regressões, perde significância ao utilizarmos o GMM para estimação.
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    Dissertação
    Determinantes De Desempenho De Unicórnios Como Companhias De Capital Aberto
    (2021) Nart, Laura Salvini
    Investigamos as características de empresas unicórnios – disruptivas e de capital privado, avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão – após o processo de oferta pública inicial (IPO), afim de verificar o desempenho dessas companhias no curto e longo prazo. Utilizamos uma amostra de 185 empresas ao redor do mundo, financiadas por VCs e que abriram capital entre 2006 e 2021. Os dados foram organizados em cross-section para avaliar se três fatores se apresentam relevantes para a análise de desempenho: qualidade dos fundos de VCs envolvidos nos investimentos da empresa, quantidade de rodadas de financiamento até o IPO e anos até a abertura de capital. A análise dos resultados estatisticamente significantes indica que há relação negativa entre a qualidade dos VCs envolvidos no financiamento das companhias e o underpricing no primeiro dia de negociação, de forma que os unicórnios que recebem investimentos de VCs renomados tem menor undepricing na abertura. A quantidade de anos que a empresa leva até a abertura de capital impacta positivamente o retorno da companhia para o período de um ano e o número de rodadas de financiamento que uma companhia recebe antes da abertura de capital, impacta positivamente o retorno da companhia para o período de três anos, utilizando buy and hold abnormal returns (BHAR) e Q de Tobin como métricas para performance.
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    A Teoria Do Ciclo De Vida E Os Impactos No Custo De Capital De Uma Companhia
    (2021) Santos, Guilherme Eduardo Ebaid Ferreira
    Este estudo investiga a relação entre o custo de capital e o estágio do ciclo de vida de uma companhia. Usando uma amostra de empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo entre 2005 e 2020, se apurou resultados que comprovam que há uma correlação positiva entre o custo de capital e o ciclo de vida. Isto é, empresas em estágios iniciais possuem custo de capital maior que aquelas em fases maduras. Utilizando o modelo proposto por Dickinson (2011) para identificar o estágio do ciclo de vida e os modelos propostos por Easton (2004) para estimar o custo de capital implícito, percebeu-se que empresas em maturidade apresentam valores menores quando comparada a empresas em fase de nascimento, crescimento ou declínio. Em paralelo, se observou que variáveis como tamanho da companhia, oportunidades de crescimento, alavancagem, sensibilidade ao risco sistêmico e ocorrência de prejuízo no ano anterior também interferem de forma significante no custo de capital estimado. Os resultados foram apresentados através de um modelo de regressão robusta.
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    Efeito das características de diversidade do Conselho de Administração e Diretoria Executiva sobre o ESG score da Refinitiv
    (2022) Silva, Jonathan Lousado
    O termo ESG (Environmental, Social and Governance) tem recebido muita atenção nos últimos anos. Desastres ambientais e escândalos corporativos contribuíram para a ascensão desse termo. Este estudo analisa o impacto das características de diversidade dos membros do Conselho de Administração e Diretoria Executiva sobre o ESG calculado pela empresa Refinitiv. Analisamos 316 observações de 79 empresas no período de 2017 a 2020. A diversidade foi medida pelo percentual de mulheres, o percentual de millenials e a heterogeneidade etária dos membros dos conselhos e diretoria. Os resultados da pesquisa, no geral, corroboraram com a maioria dos estudos realizados e indicam que a diversidade de gênero e a heterogeneidade etária possuem impacto positivo sobre as políticas sustentáveis. Não foram encontrados impactos do percentual de millenials nos conselhos sobre o ESG, entretanto, a presença deles nas diretorias tem influência negativa sobre o fator. O estudo contribui para o entendimento e importância da diversidade dos membros do Conselho de Administração e Diretoria Executiva sobre as estratégias sustentáveis das organizações em que fazer parte.
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    O efeito certificador da presença de fundos de Private Equity na composição acionária de IPOs no Brasil.
    (2021) Asbahr, Fernando Augusto Casagrande
    Com a estabilidade econômica brasileira após 2016, a disposição das empresas em buscarem recursos via mercado de capitais cresceu, impulsionado assim o volume de IPO (Inicial Public Offering). Apesar deste maior número de investidores, vários estudos identificam um problema informacional ao redor da emissão. Para as empresas que realizaram IPO foram encontrados retorno acionário elevado no curto prazo e de baixo no longo prazo. Além disto, a empresa que vai acessar o mercado deve possuir profundidade e experiência para realizar uma oferta pública de sucesso, bem como, bom conselho de administração, estabelecimento de comitês apropriados e, consequentemente, uma gestão profissional. Essa gestão profissional, em geral, é realizada por fundos de private equity (PE) com objetivo de fornecer capital as empresas fechadas, geralmente com altos potenciais de retorno, sob a ótica de no futuro realizar a saída deste investimento. A literatura sobre a presença de fundos PE na gestão das empresas se ancora, principalmente, na duração e persistência deste efeito ao longo do tempo. Os estudos, em geral, encontram evidências favoráveis de que IPOs com a presença de fundos PE tem desempenho superior as empresas sem PE. Com o intuito de verificar estes efeitos foram investigados os desempenhos de 160 IPOs emitidos no Brasil de 2004 a 2019, com e sem a presença de PE e comparados entre si. Foram analisados o retorno anormal das ações (BHAR - Buy and Hold Abnormal Returns) no primeiro dia, 12, 24 e 36 meses após a oferta pública inicial e o desempenho operacional através dos indicadores: variação da receita total; variação de ativos totais; ROA; Ebitda/Ativos; ROIC, Alavancagem e Q de Tobin ajustado, no período de 1, 2 e 3 anos após a emissão. Foi possível identificar que as empresas com PE tiveram retornos mais positivos (ou menos negativos) para 12, 24 e 36 meses via ótica Equal Weighted através da análise via benchmark de 18,9%, 37,2% e 26,0%, contra 3,7%, 8,2% e 14,2% para as sem PE no mesmo período. Foi identificado também uma queda nos indicadores de Ebitda/ativos, variação das receitas, total de ativos e Q de Tobin ajustado para a totalidade da carteira até 3 anos após o IPO. Apesar do efeito negativo para a carteira, é possível verificar que o grupo com PE teve menor queda no Q de Tobin ajustado que o grupo composto pelas empresas sem PE com relevância estatística. Além disto, as empresas com PE se mostraram com uma redução na alavancagem a partir do primeiro ano após a emissão da ação.
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    Teste de estresse de risco de crédito utilizando regressão quantílica
    (2011) Cançado, Diego Marcio Cardoso
    Tradicionalmente, os testes de estresse para risco de crédito se baseiam em modelos regressivos relacionando variáveis macroeconômicas com níveis de perda. Contudo, em cenários extremos, não se espera que o relacionamento entre as variáveis macroeconômicas e a perda mantenha o comportamento histórico. Como proposta para uma melhor modelagem de valores extremos, foi testada a técnica de regressão quantílica, incluindo um estimador com variáveis instrumentais. Os testes, executados para as carteiras de pessoas físicas e de pessoas jurídicas do sistema financeiro nacional, mostraram que tanto as técnicas propostas, quanto as tradicionais chegaram a sensibilidades consistentes, possuindo as mesmas variáveis explicativas, em sinais consistentes com o esperado. Além disso, foi observado que os modelos quantílicos, em especial do quantil 50%, geram sensibilidades macroeconômicas ligeiramente maiores e a caudas mais pesadas que os modelos tradicionais. Já os modelos de quantil 90% chegaram a valores próximos dos modelos tradicionais.
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    Lucro ou fluxo de caixa? Uma análise comparativa entre retornos de portfolios baseados em índices financeiros calculados com métricas contábeis e métricas de fluxo de caixa.
    (2018) Lima, Fernanda Vaciloto
    Este trabalho busca analisar se portfólios construídos através de índices financeiros com base em informações de fluxo de caixa geram retornos superiores a portfólios construídos com base em índices financeiros advindos de informações contábeis. Seguindo estudo apresentado por Foerster, Tsagarelis e Wang (2017), as demonstrações de fluxo de caixa trazem mais transparência para os investidores do que as demonstrações de resultado, portanto, os investidores deveriam basear suas decisões de investimento em índices de fluxo de caixa. Tal resultado pode suportar a adoção de novas normas aos padrões internacionais de contabilidade, uma vez que tais normas visam aumentar a transparência das informações financeiras para os investidores. Para o universo de empresas não-financeiras listadas no Ibovespa em Julho de 2018, foram construídos portfolios a partir de variáveis de fluxo de caixa e variáveis contábeis. As variáveis utilizadas para construir tais portfolios tem relação com a literatura sobre índices financeiros e previsibilidade de retorno, abrangendo as principais referências no tema e também medidas de rentabilidade tradicionalmente adotadas por investidores para construir seus portfolios. Enquanto as variáveis contábeis são tradicionais e utilizam referências e contas amplamente conhecidas da demonstração financeira, as variáveis de fluxo de caixa buscam comparar a medida tradicionalmente fornecida pelas empresas, a geração de caixa calculada pelo fluxo de caixa pelo método indireto, com uma medida de fluxo de caixa elaborada por Foerster, Tsagarelis e Wang (2017), com o intuito de apresentar um cálculo de fluxo de caixa mais atrelado às atividades operacionais da empresa e menos poluído por itens não recorrentes ou que pouco agregam à avaliação da capacidade de geração de caixa de uma companhia. Por meio de modelos de Fama e French e Fama MacBeth, o retorno dos portfolios criados com base nas diferentes variáveis é ajustado para fatores de risco. Diferentemente de estudo similar conduzido no mercado americano, para o mercado brasileiro, portfólios construídos com base em informações contábeis ainda geram retornos superiores a portfolios construídos com base em informações de fluxo de caixa.
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    Comportamento do preço das ações em virtude da expiração do período de lock-up em IPOs e follow-ons
    (2019) Talans, Loveley
    Um crescente número de estudos internacionais investigou a existência e o papel do lock-up em ofertas de ações. Com o intuito de verificar os efeitos de sua expiração nos preços e nos volumes das ações no mercado brasileiro, este trabalho examinou 157 IPOs e 156 follow-ons realizados no mercado local no período compreendido entre 2004 a 2019. Os resultados foram comparados aos retornos do Ibovespa e ao retorno esperado de carteiras de referência ajustadas aos fatores de risco de cada ativo. Seria esperado que a existência de investidores de private equity (PE) proporcionasse um impacto maior na intensidade da queda do retorno. Em IPOs foram encontradas evidências de retornos anormais positivos na amostra total, porém estatisticamente insignificantes, associados à expiração da primeira data de vencimento, de 180 dias. A presença de PE trouxe impacto relevante ao acentuar o retorno anormal negativo das ações, cuja queda atingiu -2,12% no mesmo período. Resultados mais consistentes e significantes foram observados na comparação dos retornos anormais obtidos após a expiração da segunda data de lock-up, de 360 dias: a amostra total apresentou retornos anormais de -2,11%, que, na presença de fundos de PE, intensificou-se para -3,03%. Os resultados encontrados, portanto, confirmam a hipótese de que, em IPOs com PE, existem evidências de queda de retorno tanto na primeira quanto na segunda janela, e a queda da segunda janela é confirmada com a análise de benchmark ajustado ao risco. Nesta janela, os resultados são confirmados com um aumento do volume de negociação superior a 30%. Em ofertas subsequentes, os resultados também indicam um efeito de queda de retorno, embora não sustentada pelo aumento de volume, mas esse efeito está concentrado nas transações sem PE.
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    Dissertação
    Impacto das condições macroeconômicas na estrutura de capital: evidências do Brasil
    (2018) Arone, André Amorim
    Este trabalho analisa como as condições econômicas impactam o endividamento das empresas de capital aberto que atuam no Brasil. É investigado se os efeitos são os mesmos para empresas com restrição financeira e sem restrição financeira. Adotou-se que as empresas escolhem a estrutura de capital conforme trade-off dinâmico. Também é analisado como as condições econômicas impactam a velocidade de ajuste ao alvo das empresas. Foram coletados dados trimestrais de 1999 a 2017 de empresas não financeiras listadas na Bolsa de valores de São Paulo e foi utilizado modelo de ajuste dinâmico. Adotou-se uma varável dummy para separar os trimestres com condições econômicas desfavoráveis. Encontram-se evidências de que as condições econômicas desfavoráveis impactam negativamente a alavancagem das empresas. Contudo, para as empresas sem restrição financeira, as condições econômicas não influenciam significativamente o endividamento. Também há evidências de que as empresas ajustam seu endividamento ao alvo mais rapidamente em condições econômicas favoráveis. Entretanto, as empresas sem restrição financeira não mostram expressivas diferenças de velocidade de ajuste ao alvo quando observadas em condições econômicas favoráveis e desfavoráveis.