Dissertação de Mestrado

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    Momentum nas ações brasileiras
    (2017) Alves, Thiago Rolo
    O termo anomalia no mercado de capitais se refere ao comportamento inesperado dos preços, ou seja, um desvio da previsão da teoria de mercados eficientes. Dentre as diversas anomalias encontradas nos mercados financeiros, a de momentum, definida como a continuação de tendências no curto prazo, não é explicada pelos modelos tradicionais de apreçamento. O artigo tem como objetivo estudar a anomalia momentum no mercado de ações do Brasil. Para isso, na elaboração do presente artigo foram criadas 102 carteiras seguindo a metodologia de Jegadeesh e Titman (2001) e os principais assuntos abordados foram: (i) o período de criação da carteira, (ii) a defasagem de um mês entre o período de formação e a contabilização dos retornos, (iii) a existência de retornos anormais utilizando os modelos de apreçamento CAPM e de 3 fatores de Fama e French (1993), e (iv) o estudo para identificar se o tamanho das empresas é determinante nos retornos das carteiras de momentum. As carteiras defasadas se mostraram melhores, tanto em retornos médios, como em menores desvios padrões. Em relação às regressões, ambas as carteiras apresentaram resultados semelhantes contra o CAPM e não apresentaram interceptos (αs) significantes. O mesmo padrão se encontrou com a utilização do modelo de 3 fatores, onde os αs foram não significantes e as demais variáveis apresentaram significância, conforme constatado em estudos anteriores no mercado brasileiro, onde a estratégia momentum não apresenta retornos anormais. Ademais, não se observou comportamento diferente da estratégia quando se controlou a amostra por tamanho.
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    Precificação de risco de contraparte em contratos de energia elétrica
    (2016) Soares, Victor Fonseca
    Esta tese busca responder qual seria o prêmio de risco para contratos de compra e venda de energia elétrica no Ambiente de Contração Livre com contrapartes que apresentam risco de crédito. Dada a ausência de uma clearing house no Brasil para este mercado, todos os contratos negociados apresentam risco de contraparte. A grande volatilidade do preço dos contratos futuros reforça a necessidade da precificação, uma vez que o custo de reposição pode ser relevante. O trabalho utiliza um paralelo da metodologia de Credit Value Adjustment para carteiras de crédito e de forwards para commodities. Como resultado, temos que a diferença entre o preço de venda para uma contraparte sem risco para uma contraparte arriscada pode ser considerável.
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    Análise do Z-score de Edward I. Altman para o Brasil
    (2017) Rososchansky, José
    Modelos que auxiliam a previsão de risco de crédito são de grande importância para empresas financeiras. A metodologia Z’’-Score foi desenvolvida por Edward I. Altman (1968,1983) para prever o risco de inadimplência em empresas americanas. Neste estudo, explorou-se a validade desta metodologia focando em empresas brasileiras, de capital fechado e aberto. Neste estudo também foi elaborada uma nova equação do Z’’-Score para o Brasil, sendo denominada neste contexto de !"-Score. Também se realizou uma comparação das metodologias estatísticas Análise Discriminante Múltipla e Regressão Logística utilizando-se os mesmos índices contábeis do Z’’-Score. Desta forma, ao se replicar o Z’’-Score para o Brasil, considerando-se o período de 2011 a 2016, e tomando-se por base dados atuais de empresas brasileiras, observou-se como resultado fortes evidências de que há validade na utilização da metodologia Z’’-Score de Altman (1983, 2005) para a previsão de risco de crédito de empresas brasileiras. Outro resultado obtido refere-se à nova equação elaborada, o !"-Score, que apresentou resultados superiores para a classificação de companhias que estão em processo de recuperação judicial quando comparado ao do modelo original.
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    Eficiência do mercado de capitais brasileiro na aplicação das Teorias de Graham, Greenblatt e Lynch
    (2016) Santos, Rafael Domingues Dos
    Este trabalho busca testar a hipótese do mercado eficiente (HME), desenvolvida por Eugene Fama (1970), no mercado brasileiro de ações a partir da aplicação das técnicas de value investing elaboradas por Benjamin Graham, Joel Greenblatt e Peter Lynch. Foi utilizado o modelo de precificação de ativos financeiros (CAPM) para testar a HME. Embora Fama e French (1993, 1996) critiquem este modelo, sua aplicabilidade, reconhecimento e a ausência de comprovação de um modelo mais adequado para o Brasil foram os aspectos decisivos para a escolha do modelo. A introdução de um filtro de liquidez de R$ 1 milhão em volume médio diário de negociação deu mais realidade ao trabalho, podendo inclusive servir como estratégia de investimento para os fundos de gestão ativa. Com um nível de significância de 5%, concluiu-se que há indícios de violação da hipótese do mercado eficiente em sua forma semiforte no Brasil, já que três das oito carteiras testadas apresentaram Alfa de Jensen estatisticamente positivo para o período de 2005 a 2015.
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    Coeficiente de determinação como previsor de desempenho de fundos multimercados
    (2014) Fernandes, Bruno Jaconias De Andrade Lopes
    Este trabalho tem como objetivo desenvolver um modelo para avaliar se o coeficiente de determinação (R2) pode ser um bom previsor de desempenho para fundos multimercados brasileiros baseando-se nos trabalhos já realizados por Amihud e Goyenko (2013) e Merhy (2013). Ao invés de utilizar os modelos de Fama e French (1993) e Carhart (1997), como realizado pelos estudos supracitados, foi utilizado um modelo de Análise de Componentes Principais (ACP). Com isto, não houve a necessidade de se escolher quais fatores de mercado deveriam fazer parte do modelo e, consequentemente, a heterogeneidade dos portfólios e a diversidade dos tipos de ativos que os compõem não foram entraves ao desenvolvimento da análise. Utilizando uma amostra de fundos multimercados no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2013, foram calculados os R2s a partir das séries dos excessos de retornos dos fundos em relação ao CDI estimados pelo modelo dos componentes principais e dos excessos de retornos dos fundos em relação ao CDI reais. O R2 e os excessos de retornos dos fundos em relação ao CDI defasados foram utilizados como critérios de seleção para a criação de carteiras de fundos multimercados. Diferentemente do que foi encontrado nos estudos de Amihud e Goyenko (2013) e Merhy (2013), as carteiras formadas com os fundos com menor valor de R2 defasados não apresentaram desempenho superiores.
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    Valor e rentabilidade como determinantes dos retornos de ações brasileiras: testes do modelo de cinco fatores
    (2017) Motta, Fábio
    O presente trabalho investiga o poder explicativo do modelo de cinco fatores de Fama e French (2015) no mercado acionário brasileiro. Lança-se mão das três abordagens mais populares de avaliação de desempenho de modelos de apreçamento baseados em fatores: método de séries temporais de Black, Jensen e Scholes (1972), regressões de Fama-MacBeth (1973) e análise de interceptos de Gibbons et al. (1989). Os testes indicam desempenho satisfatório para o modelo, com destaque para os fatores valor e rentabilidade. Os fatores tamanho e intensidade de investimentos apresentam resultados mistos. O beta relativo ao retorno do mercado se mantém relevante. Com base neste estudo, pode-se sugerir que estratégias baseadas em rentabilidade e valor tendem a apresentar retornos excedente superiores.
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    Mensuração do risco de crédito de portfólio: análise de sensibilidade do modelo creditmetrics
    (2017) Barbosa, Rodrigo De Oliveira
    A gestão do risco de crédito vem passando por grandes evoluções à medida que os instrumentos de crédito estão mais complexos e os spreads cada vez mais apertados em função da crescente concorrência bancária. Neste contexto, aumentou também a procura e necessidade de técnicas de gerenciamento de risco mais sofisticadas para a tomada de decisão. Modelos de mensuração do risco de crédito de portfólio tentam traduzir em uma medida de risco diversas dimensões do risco do portfólio e trazem como benefícios uma melhor interpretação do risco de crédito agregado da carteira permitindo realizar uma gestão ativa, auxiliando o processo de concessão de crédito, a definição de limites e no controle e gestão do risco de crédito. O modelo base para este estudo é o CreditMetrics, desenvolvido pelo JP Morgan em 1997, e que utiliza uma abordagem de análise das migrações de ratings futuras dos clientes para avaliar as alterações dos valores dos ativos. Neste âmbito, a proposta deste trabalho é avaliar a alteração do nível de risco mensurado pelo CreditMetrics em função da alteração dos principais parâmetros de crédito do modelo, como a matriz de migração, taxa de recuperação e grau de correlação, um vez que falhas na estimação destes parâmetros podem levar os gestores de riscos a diferentes conclusões e fazer com que riscos indesejados sejam tomados. O estudo se diferencia com uma aplicação do CreditMetrics focada para realidade e especificidades do mercado nacional e aplicada a uma carteira de debêntures. Adicionalmente, o estudo propõe um método introdutório para gerar matrizes de migração ajustadas a diferentes ciclos econômicos.
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    Avaliação de métodos alternativos de indexação no mercado acionário do Brasil
    (2015) Checchia, Robert Garcia
    Neste trabalho estudam-se as metodologias alternativas de indexação aplicadas ao mercado acionário brasileiro. Para tanto, utilizam-se os métodos descritos em Arnott, Hsu e Moore (2005), e são analisados separadamente as abordagens baseadas em estilos de investimento e as abordagens baseadas em ponderação alternativa. Utilizando a base de dados da Thomson Reuters para as ações negociadas no Brasil entre os anos de 2000 e 2014, os resultados sugerem que o desempenho das carteiras com indexação alternativa são melhores que a indexação por capitalização de mercado.
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    Impacto da gestão de capital de giro na lucratividade das firmas brasileiras em diferentes ciclos econômicos
    (2016) Zarowny, Cynthia Azevedo
    A relação entre gestão de capital de giro, lucratividade das firmas e ciclos econômicos é tratada neste trabalho ao se analisar um total de 3.256 observações referentes a 241 empresas, com ações listadas na BM&FBOVESPA, de 1988 a 2015. O método econométrico aplicado à pesquisa foi o de efeitos fixos com dados organizados em painel. Apesar de os coeficientes da interação entre as variáveis de capital de giro e a dummy de recessão não terem resultado em estimativas significativas, foi possível observar o sinal dos coeficientes. Em períodos recessivos, os prazos médios de recebimento e de estoques impactaram negativamente a lucratividade tanto operacional quanto líquida das firmas, resultado coerente com a necessidade de uma estratégia de saída de risco nesse cenário macroeconômico. O prazo médio de pagamento impactou de forma negativa o retorno das firmas na recessão, e o ciclo de conversão de caixa, por sua vez, impactou positivamente o lucro operacional (retorno operacional bruto) e negativamente o lucro líquido (retorno sobre o ativo).
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    Estratégias de investimentos baseadas em informações contábeis: teste empírico do Score de Piotroski no mercado brasileiro
    (2016) Baldo, Felippe Naccarato
    O presente trabalho tem por objetivo testar a metodologia de Piotroski (2000) adaptada por Lopes e Galdi (2007) com dados recentes (2005-2015), com a motivação de averiguar se a estratégia ainda forneceria retornos anormais no mercado brasileiro. Os resultados demonstraram que um investidor poderia ter alterado os retornos médios, ajustado ao mercado (diferença entre o retorno da carteira e o retorno do portfólio de Mercado, caracterizado como o índice IBrX-100, no mesmo período), de um ano (dois anos) de sua carteira de ações de alto book-tomarket de 6,8% (16,2%) para 26,3% (38,2%) através deste método de seleção. Os testes estatísticos da eficácia da estratégia para diferentes níveis de tamanho, liquidez e endividamento das empresas apresentaram que a estratégia foi significativa em distinguir as firmas com boas performances das de performances ruins para todos os níveis de tamanho e diferentes níveis de liquidez e endividamento. O maior benefício foi encontrado em empresas de médio tamanho, baixa liquidez e alto nível de endividamento. O sucesso nos resultados obtidos sugere que o índice do Score de Piotroski tem capacidade de identificar as empresas que estão passando por mudanças de melhoria no desempenho, e que o mercado não processa completamente as implicações deste conjunto de indicadores financeiros passados nos preços atuais das ações.